CRONOS


(fotografia, andre nunes, santos, 2007)

Era Cronos pai dos termos e dos sulcos. Pai de Júpiter e filhado dos titãnicos. Mergulhados no Caos outro tempos nossos. Pertenciam,e nós todos, a Odisséica. Era ser em forma ser vários formatos, pluriforme entre fôrmas de inconstâncias. Ora monstro devorante de seus filhos. Ora mestre da mais pura inocência . Foi num dia desposado pelo um filho, que em meios desposara de Prudência. Trouxe ao pai um medicado ministrado, que o fez botar pra fora seus rebentos. Destronado de seu reino pela cria, viu o mesmo dividido em três partes. Cada uma dada a um de seus infantes. Expulso apareceu entre os selvagens. E com esses agrupou-se em sociedade. Deu-lhes lei, fartura, paz e um reinado. Numa idade que de Ouro foi chamada. Mas a sede que era ouro virou sangue, pouco a pouco prisioneira de tiranos. Era Cronos pai do tempo mano velho, que hoje passa nos minutos maquinados. Se não sentes o efeito do tal tempo, é sinal de que estais calcificado. Nada podes ir além da própria vida, se assim permanecer inalterado.

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