DESENHISTAS


Educação permanente em saúde: um desenho feito a muitas mãos.



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Desenhos dizem respeito a possibilidades de traçar-mos linhas várias ( de fuga, de base, horizontais, verticais, transversais, pontilhados, linhas de fundo, linhas duras, linhas leves, etc) que na realidade criam ilusões dimensionais dos atos presentes nos movimentos de tornar visível um gesto imprimido através da articulação entre o corpo (ou os corpos) do(s) agente(s) o meio ou matéria e o suporte de impressão da ação.
Um desenho pode, mas não só,conformar contornos feitos, refeitos, apagados, corrigidos, melhorados, reforçados, esboçados, esmiuçados, ampliados, reduzidos, enfim... de tantas qualidades flexíveis presentes nos pensamentos constitutivos do também papel de facilitador de processos in progress da educação permanente em saúde. Reforçam-se assim reflexos e posturas necessárias para as construções de novas alternativas , novos circuitos de integração entre os serviços e entre esses e a população.
Para isso, convido o visitante a refletir, junto comigo, os porquês dessas possibilidades enquanto pensamento que permite viver mudanças e realidades em construção. A educação permanente em saúde diz que é possível ativar processos vivos de transformação/desnaturalização da realidade. Isso significa que ela se propõe a construir conceitos , valores e práticas que possibilitam movimentos propositivos de mudanças dentro de um sistema, que por encontrar-se estratificado em uma formatação hierarquizada e rígida, se depara frequentemente com processos de desmoralização de seu próprio trabalho.
O trabalho em saúde, em muitos lugares, se apresenta enquanto uma prática social fixa e repetitiva, como se o mesmo fosse uma coisa em si, existente por si mesma. Coisa que o desenho em si não é. Um desenho pode não ser, e acredito que nunca é, um fim em si. Porém, os processos de educação permanente em saúde vem apontando que o trabalho no campo do cuidado ao ser humano, pode ser algo transformável, criativo, cheio de potências inventivas, que resgatam a capacidade humana de agir, encarando as organizações enquanto estruturas vivas onde os trabalhadores são incentivados a estarem como um coletivo organizado, motivado e responsável. E numa relação mais atenta e próxima as coisas e lugares de trabalho, aos meios onde esses são desenvolvidos, aos usuários dos serviços de saúde, aos outros grupos sociais de trabalhadores e ainda as coletividades existentes nas cidades, etc.
Essa forma de “estar” no trabalho (ocupar?) propicia a criação de valores de compromisso através de atos de cuidar que dialogam com os princípios de integralidade, humanização e qualidade da atenção.
Através de modos de existir que valorizam a diversidade enquanto mais valia nas relações humanas, o processo de educação permanente em saúde ousa invenções de conhecimentos, que encontram canais de expressão e viabilização através de comportamentos afetivos diante das coisas, do desenvolvimento da sensibilidade para entender o outro, o mundo e as coisas, e pelo espírito criativo e investigativo.
E com isso, a proposta de abandonar a idéia-fixa de “segurança” que a concepção de modelo traz, faz com que se possa assumir uma postura mais criativa e “arriscada” de modelar os serviços tendo como referência :
1)AS NECESSIDADES DOS USUÁRIOS,
2)A LIBERDADE EM ELABORAR NOVAS COMBINAÇÕES ENTRE DIFERENTES RECURSOS
3)SOMAR RELAÇÕES COM O USO SOCIAL QUE CADA ARRANJO TECNOLÓGICO E ASSINTENCIAL TEM
Por fim são essas, ao mesmo tempo, 3 grandes perguntas-respostas-porquês e 3 grandes tarefas a serem feitas na perspectiva de educação permanente em saúde. Você, visitante, ficou instigado e/ou curioso em saber mais? Se sim, consegui te mostrar como é feito uma pequena parte do processo de educação permanente em saúde. Se não, também consegui algo, porque acenei que há possibilidades... cabe a cada um, em sua singularidade, tentar riscar e produzir linhas tantas nessa trama.

tarefa:

o que surge enquanto forma-pensamento ao substituir as palavras "educação permanente em saúde" por terapia ocupacional?

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