PEDRA-TEMPO parte 2


e eis que falando sobre eles vejo não sinto o sentido da presença da pedra que agora é outra e não mais agora e sendo ela mesmo um já e já é como pena para todos e nada nada foi o mais próximo que consegui me aproximar mas logo esse logo como se fosse depois eu tinha planos de como ser feliz compartilhando risadas com quem sabe a tal irreparável pedra
por ventura o sumidouro dos meus anteviu a espera ingrata que agora retribuo a quem passa por essas palavras daqui e entender que o menos certo que sempre fica é por demais insosso e sendo insosso exige querer mais mas querer é advento e adventos são engenhados para que a captura do que não melhor me vem senão em criticar o que ao certo é certo o que ao fácil é fácil e não mais tendo efeito eu surtava mesmices de sempre em frente ir e até que não contentamento continha algo que estilhaçado ficava e o que antes era pedra havia segurado e o que era vidro também aqui se quebrou e eu só não voltava ao estágio de areia porque o tempo não volta para trás a desmanchar aquilo que criei
rachando por entre flancos de sangrar não mais que água se é que água em carne viva ainda assim permanece água eu fiz da pedra minha armadura e minha armadilha caindo na rotina de não mais ter razão
e assim era a era dos dias que se passavam em arrependimentos esguios assim era a casa que retornava à casa do que um dia fui assim de dizer palavras mais do que dizer que queria estar coberto e partido de mesmices mais e quando não mesmo vendo o que se mostrava na fronte o mesmo de sempre e a ventura de estar presente em mim de mais de um que despertou o que antes pedra parecia ser eu vi que é na entrega que o estrago não se configura e tinha convicção de querer demais de outra coisa outra que estava desafixada da tal razão que quase todos andam a citar
razão a todos fazia efeito eu tinha o que não era eu tinha uma estrutura que em outros tempos ajuntavam rejuntamente o un-de único e o O de outros e o mui de muitos e o dos dos todos e era por ser quantos e era por ser estes que eu me permitia a perdição do que agora é transcrito em formas verbos
que ao certo é que certo nem oposto de justo nem nada disso mais é então percebi o que era o que era dos outros e o que era de mim e isso parecia estranho como estranho é o fato que o relato traz agora a quem entendimento procura nessa aventurança
doidices quixotescas percorrem os fibrilos do transito da razão sempre e sendo sempre e não mais ontem é que o devir se mostra aos meus que por estar em despertos como no início de todos os atos estar desperto exige prontidão e exige aquilo que agora escapa por ser no mínimo incapturável e eu sentia um tremor de estar apegado ao advento dos dias que virão
sentia um futuro ainda que dizem línguas que futuro não mais é o que ali se apresentava digam que a saudade-operação do ontem- era mesmo parte saudada do que não tive e que digam futuro que assim não teve é saudade operando em sede de possibilidades em “se” de possibilidades era como dizer “ e se”... já não dando mais importância ao “se” desse pequeno pensamentos

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