EXPONHA


Exponha.
(André Nunes)
Era um dia hoje como esse outro qualquer. E o expoente postulou forma-pensamento arquitetada de fonemas. Expiar para além dos sentidos, a princípio assim. Depois, era nova forma.
Era dia hoje como esse outro qualquer um. No pasto-sítio digital de encontro virtuoso, o expoente capturou fórmula-pensamento numérica. 1+1=3, para além da correção, a princípio assim. Depois, era diferença.
Era hoje como esse outro qualquer um dia. Na travessia entre o pão e a fumaça, o expoente conectou-se ao chamamento da revista imperativa de ver, o seu tubo era digital, a principio assim. Depois, era conexão de escolha.
Era como esse outro qualquer um dia hoje. No habitar o entretanto o expoente revelou-se ao paliativo descobrir-se, era alma par em corpo ímpar, a principio assim. Depois, era da ordem dos Primos.
Era esse outro qualquer um dia hoje como. Na entranha sempre estranha o expoente inaugurou-se na fome da falta, presente ausência, a principio assim. Depois, era alimento do futuro.
Era outro qualquer um dia hoje como esse. Na mesmice o expoente repetiu-se e repetiu-se por infinitas vezes, a principio assim. Depois, era vir-a-ser.
Era qualquer um dia hoje como esse outro. No encontro o expoente se perdeu, caminhando em tentativas de se tornar inteiro novamente, a principio assim. Depois, era engenho inédito.
Era esse dia hoje como um outro qualquer. Passado os instantes que o expoente fundiu sua arquitetura base, sua formulação própria, seu chamamento estanque, seu cálculo desregrado, sua necessidade esfomeada, sua multiplicação polifônica, sua engenhosidade transitória, a principio assim. Depois, era etcétera . Depois, era dia. Como esse dia é.

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