MACABÉA


Verdades hão de ser ditas. Intensões tem-se várias, mas acreditar-me é difícil. Como ser eles e eu (explosão) ao mesmo tempo? Vivências...é domingo, e após sábado de folias, você acorda em plena hora de almoço em família, Estranhamente familiar. Chega a mesa a macarronada cheia de molho comprado no bar da esquina, onde ratos brindam na porta dos fundos seus domínios sob a cidade. Revira-se o estômago, e um arroto quadrado sobre goela acima, e estoura no céu da boca com bafo insustentável de uma palavra, “mardita”. E você se pergunta se é esse tipo de vida que quer ter? E se pergunta, eu (explosão) consigo levar uma vida “outra”? Consigo teve certeza que a vida tem instantes-já, que dentre tantas possibilidades nenhuma servirá completamente nunca. Sente algo estranho nascer. E pensa ser estrada e pensa ser estrela. Deixar ser engolido momentaneamente pela natureza e ir. E ver no final seu próprio filme e nele eu (explosão) sou MACABÉA. Pequeno personagem principado? Responsável pelo que cativa? Penso grande, tal qual espaço sideral, que é lugar de via que é lugar de estrela, mas... Doravante raiasse pela existência algo a te perambular tal qual esperança a entrar sorrateiramente através da janela, certamente teria nenhuma certeza de pensar que destino tinha ela. Se acreditas em destino. Mas sabendo que imediatamente, instante-já, é inviável “pensar”... tão absorto ficarias. Resplandescente brilhasse segunda ordem em seu cotidiano, e esse, que por aventurada ordem, haveria de pesar em profundeza de seu ser : “que catástrofe!” pensaria sentir. Mas sentiria sem pensar, estar na oposta crista da ordem. Perdido em alto-mar a deriva. É meio dia em sua vida, você está nu e só. Passa vivo a acreditar: eu (explosão) sou... TESÃO, não puro proveito!

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