PEDRA-TEMPO parte 1


eu queria um fim grosseiro para essa tentativa de encontro que não se acabava nunca pois nunca havia existido mas como já foi dito o benedito já disse antes que o dito se foi e a pedra não
o que possuo sendo alma carne ou corpo mais isso isso daqui não sou não sou copo de embaço nem esbolo de obra e nem dividido pois vender verdades não sei fazer e antes ainda quando as têmporas permitiam agir com força do fraco que habitava as ranhuras dos nervos espalhados pelo dentro queria era mesmo desvencilhar a tal operação-saudade-pedra
mas era isso tudo um fato terremoto espetacular que tardava em ofensas e conflitos estúpidos e então medíocres que me punha a reinventar as reinanças de memórias agradáveis e minha língua vibórica vibrava ao encontrar nos dentes da boca vazia de assuntos sem nexo um resto de vocábulos entulhados nos frisos dos cacos sobrantes dos antes duros ossos mastigadores
mas digo dores de quem se as minhas refutam-se em apresentarem-se aos globos espelhados das almas de outrens ainda que é certo não polemizar mas que agora rompo paz de passagem horas em fios de letras na tentativa de reconstruir um mundo ruído por impressões distímicas de timidezes cansadas tal qual insetos e o tal bicho-esperança- seria incerto aqui também
consolando o fino trato das id[eias que se carregam aos passos cotidianos e mesmo assim esmorecidos adquirem arquiteturazinhas de razão e os bufantes dessa ordem psique-analítica tinham e tem mesmo é arremedo de seguranças tolas como tolas são as conversas que descrevem os que ainda não entenderam a ordem de não saber se separar tristeza de alegrias esses que recriminam os não separadores esses não entendem o que fazem mesmo os insetos adubadores de pisos vivos oposto de pedra
e eis que falando sobre eles vejo não sinto o sentido da presença da pedra que agora é outra e não mais agora e sendo ela mesmo um já e já é como pena para todos e nada nada foi o mais próximo que consegui me aproximar mas logo esse logo como se fosse depois eu tinha planos de como ser feliz compartilhando risadas com quem sabe a tal irreparável pedra

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