PEDRA-TEMPO parte 4


e queria me deitar num certo lugar assim bem próximo e próprio da propriedade de não ter em certo próprio nem próximo assim haveria de haver e nada do nadinha nadaria por entre nós como peixe a flutuar em cardumes de ansiosas lembranças que tive agora e que fizeram de mim esse amorfo troncho que desentende a logiqueta desenhadinha das palavrinhas que adentram o campo do perceber e perceber o que é e não é pois ser é tão triste e tem porvires alegres e devires tortos e existires ocos e sentares vazios e seres humanos e logicares a logiqueta do brinquedo que tirei agora aqui mas como já disse ao leitor
agora aqui olha ele aqui nas vistas esse é o brinquedo é essa brincadeira boba de percorrer esse esculacho a procura de entender o que é que esse diacho assopra em mim esse vento amarelo que não passa desapercebido e assim fica brincando com o que tenho por dentro de mim que vaza por entre buracos e adentra a carne e o dentro de outros e olha só que é sentir isso tudo que passa a repetir a repetir nos dias amargos a se repetir e doces a se repetir e calmos a se repetir e outros a se repetir de outras qualidades inacessíveis até aqui
por mim pois veja que quase estou a terminar pois um fim nunca finda é coisa alguma de fim do fim não nasce nada o fim não nasceu para ser escrito por coisa-alma-corpo-tempo-pedra nenhum achado que aqui foi que eu me perdi de vez aqui foram-se os frisos de um dia que tive e então me perdi mas como já disse ao leitor..................., estou procurando, estou procurando, estou procurando uma terceira pedra que pode me por novamente no eixo e procuro nas pedras em seus antigos seixos aquilo que nunca antes tive mas achava que tinha e a pedra me dava apoio a pedra e seus eixos apoiavam isso que os dias trazem para mim

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