PRIMEIRA VISTA


“No Brasil há fios soltos num campo de possibilidades: Por que não explorá-los?”
(Hélio Oiticica)

OIA, “difícil é fotografar o silêncio”.
OIA, ver constitui o primeiro tempo de se conhecer (ver e olhar) a realidade, o concreto da vida, os conflitos, os problemas, desafios e situações.
OIA, Rever é retornar o que foi feito e submetê-lo à crítica, transformando isso em conhecimento. Conhecimento que luta contra nossas defesas narcísicas, afinal foi pelas vistas isoladas em seu emsimesmamento que ele, o Narciso, morreu afogado em si.
OIA, o “Tempo” é a chave das evoluções que acontecem.
Tomando por base a Portaria/GM no. 336, de 19 de fevereiro de 2002, Art.4o. parágrafo 4.3.1 que inclui entre as assistências prestadas ao paciente no CAPSIII o atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível superior ou nível médio, nós, que cotidianamente compomos atividades grupais de socialização, expressão e inserção social através de ações como: costurar, bordar, xilogravar, dançar, tricotar... Entramos muitas vezes num movimento de agir em reprodução. Reprodução que evidencia um tempo-modelo acelerado que age em surdina, um tempo-relação quase invisível por ser demorado em perceber, um tempo-atenção submerso numa bifurcação equipe / usuários. Um tempo-continuum de atividades nas quais a vida também é feita.
Um tempo-parafuso-em-falso cuja vida entra e não deixa de rodar porque não se esgota tudo que tem de desregrado e desvirtuado que nela existia. Um tempo que cansa pela reprodução.
Mas como sair dessa reprodução e entrar na Produção de tempo-algo Novo? Um tempo - devir? Como a gente reconhece aquilo que a gente mesmo faz e diz?
Usina ou Oficina?

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