DAS MÁQUINAS DESEJANTES À MAQUINOATIVAÇÃO


Para todos, e para nós também...visitante, eu e esse pensamento do O QUE VOU DEIXAR PARA ESSA RAÇA DE HUMANOS? OCUPADO PODE ENTRAR...http://maquinomovel.blogspot.com/2007/07/ocupado-pode-entrar.html visitante, eu estava,e ainda acho que estou de certa maneira, preso em tentativas de explicação do que vem a ser a maquinoativação. O mais engraçado é que toda vez que faço a máquina disparar, ou operar em algum encontro, tantas são as produções e produzir-produto que se dão que eu fico meio sem saber o que fazer com o caos que ali se dá. Somente com o passar do tempo é que estou percebendo que é assim mesmo é assim seu meio de funcionamento. O que você acompanha aqui é simplesmente a construção de cada peça dela, e também seu modo de funcionar.
Mas antes de dar continuidade, eu quero poder te dizer como foi que ela chegou até mim, como ela apareceu nesse atravessamento a partir de um corte no fluxo de leitura de dois textos que encontrei instalados na vida durante. Antes porém quero lembrar que isso aqui é um exercício da esquizo-ocupação. Ao mesmo tempo que é uma parte do produzir-produto do Coletivo de Estudos Terapia Ocupacional e Produção de Vida e também uma parte do mapa cartografado nos encontros com Elizabeth Lima e o grupo de estudos de Terapia Ocupacional PACTO-USP. São esses três territórios ocupados nos quais consigo até agora trocar alguma forma de diálogo, pois como já disse anteriormente, escrever é uma tarefa solitária e muitas vezes nos vemos presos a um idioma que faz muito sentido a nós mas nenhum ao próximo, ao outro. E eu vim ocupar esse espaço-tempo do blog pra tentar trocar alguma coisa contigo também, visitante. Vou continuar na idéia do maquino porque sobre a ativação ainda não tenho como te dizer o caminho compartilhado, preciso da autorização de Iara, mostrar á ela, ou bem melhor seria compor junto essa parte da máquina. Visto que a idéia surgiu das palavras dela numa tarde durante um dos encontros do Coletivo... mas isso te conto depois, quando Iara cantar novamente, por enquanto estou como você, visitante, no aguardo... paciência.
Bem, a idéia da máquina veio quando estávamos estudando o livro de Marcus Vinícius Machado Almeida: CORPO E ARTE EM TERAPIA OCUPACIONAL, Enelivros, Rio de Janeiro, 2004. Lá ele nos propõe ou provoca um desafio, no capítulo referente a Ética e Eficácia da Terapia Ocupacional, ou Produção de Estratégias de Eficácias Singulares. Diz assim: "todo grupo minoritário se torna uma máquina de guerra, uma vez que ali se guarda a diferença, a possibilidade de estar á deriva, por ainda não ter sido capturado em singularidades hegemônicas.” pg. 126
Quando li esse trecho, fiquei a pensar quais eram as máquinas que nós produzíamos em nossos fazeres. Seriam máquinas de guerra? Máquinas desejantes? Máquinas de máquina? Essa questão ficou então maquinando em mim. Produzindo uma vontade de encontro, que já havia se dado e eu nem havia reparado... e foi então, em CAOSMOSE; um novo paradigma Estético, De Deleuze que a maquinoativação se confirmou numa espécie de formato.
A Maquinoativação parte então do disparo da idéia de que que elementos constitutivos do campo fenomênico do fazer podem ganhar forças através da representação matemática enquanto uma escrita simbólica.
Maquinoativação é uma máquina produtora de agenciamentos, uma máquina desejante, uma máquina que opera na esquizo-ocupação por ser um em parte derivado da idéia de Análise de Atividades, instrumento-tecnológico utilizado por terapeutas ocupacionais para configurar ou desconfigurar uma das principais “vertentes” de seu trabalho: O agenciamento de atividades e de sujeitos nas relações com o vivo e com a clínica.
Texto base:
Almeida, Marcus Vinícius Machado, CORPO E ARTE EM TERAPIA OCUPACIONAL, Enelivros, Rio de Janeiro, 2004

Comentários

Luiza Lisboa disse…
Oi!!!
Obrigado pelo comentário nos bastidores, volte sempre!
Adorei seu espaço, parabéns!
Faço T.O. sim, tudo de bom! Vc tb?
Bjos!!!
andre miolo disse…
valeu pela visita, luiza. seja sempre bem vinda1
abraço
andré
Unknown disse…
Cheguei aqui estudando o Anti Édipo. Trabalho num Caps não sou T.O, eu escuto e produzimos.Ainda tem a relação com meu mestrado sobre treino físico máquina entre vida nua e vida qualitativa segundo Agamben. Portanto, seu texto produz. Grata ainda pela indicação que ficou da leitura de referência.BOM!!

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