LUZ ou do ofício de acompanhar pessoas

(fotografia, andré nunes, barcelona, 2007)



Eu tenho o pensamento puro


não penso mal de ninguém


só quando adivinho e que penso


até o tanto que foi maldade


ou sim ou não.


Tenho pensamento de justiça certa


tenho pensamento de transformar a pessoa em poder, em amor.


Em amorosa que é o certo da polícia


tanto que a polícia quer dizer,


poli= limpa o pecado


cia= no bem comum.


Que não quer dizer fazer mal do corpo.


E tenho pensamento de dó.


Da pessoa jogada na rua,


as vezes dou um dinheiro,


arrumo a casa.


E a pessoa vai lá e me rouba as coisas.


E as vezes não tenho outra igual.


É ele justo comigo? Com a população?


Eu quero que limpe o pecado


através de transformação do bem, do mal no bem.


E depois uma roçadinha


uma lavada de roupa.


ou um dinheirinho justo dele.


Para pagar as injeções de quem não tem condições.

Não quero mesmo o mal.


Nem às pessoas que mandaram prender.


Nem às pessoas que mandaram fazer mal do corpo.


Quero apenas a construção de um reino do bem.


E quero o rejuvenescimento das velhas idéias.


Para que ninguém morra nem nada disso mais.

E foi assim que ela falou.

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