UM SOPRO DE VIDA (AUTORIA: RENAN DUARTE-2007)



Sem ter referência figurativa a ser debruçada, rompendo o pacto com o personagem e sua paisagem, resta ao pintor, o vôo, o salto para o vazio, vazio que não é de uma falta subjetiva tampouco de um espaço exterior ao suporte. Ambos espaços, inclusive, são tomados pelo elemento mais desterritorializado, a cor, que joga artista, obra e espectador para uma mesma zona de indeterminação, onde um não para de escorregar sobre o outro. Este é o momento onde o abismo e o caos se distendem ao máximo, “algo como traçar um mapa que fosse tão grande quanto o país” (DELEUZE, 1981, p.54), onde o diagrama se confunde com a totalidade do suporte, onde todo o suporte passa a ser o diagrama.


texto retirado de : http://coralx.ufsm.br/revce/revce/2006/02/a4.htm em 20/01/2008

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