DE.R.RETA-SE

(...original... desenho, andré nunes,2008)





Diomio, Diomio, Diomio, Dionísio, aguenta um pouco toda essa orquestração malunga porque a oia está carregada e o maquinário abalotado de tanta percepção+compreensão do existir. Tenho vontade tanta de dizer sobre os trabalhos, todos os contornos que os mesmos vem adquirindo agora, que a cada linha traçada surgem tantas outras linhas que chega um momento que acontece da gente ter que colocar a tal função do escolher e produzir em forma plena e um pouco ingrata, diga-se: de passagem.

É. O corpo passando por tudo-todo-esfacelar e unir, eis a tramóia. Uma linha é antes tudo união de pontos? Mas cabe bem, aqui deixar escrito, que se há um ponto-porto do qual se parte e outro porto-ponto-devir ao qual se vai, parece tudo, antes mesmo de traçar a linha forma, um projetar malungo-eita! que agora mesmo é isso que vou fazer!!! Rizomar pro-pós-devir!

Este desacostumado do vibrar-pensar-pensante, esse olhar virado em vibrátil-corpo e toma, toma lá vida tacanha, espécie de prosseguir. Sujou? Hã,Hã... viveu vivido!
Soa na idéia, que não é música nem badalo ( é um mosquito de forma engraçada que dança silencioso pelo branco ainda não tintado) escutar o tao do tal do ritornelo existência, um tino existido. Vixe Diomio, Dionísio patre ex-machina ave, como vou acessar pro visitante essa desconjuntura deslocável-destocante? Volver? Vai ver... segue aqui, posteridade prosperidade.
Estava em mesa, vermelha-olé, e mando descer original extrato. "Glup!" engulo, ângulo liquefeito, é tudo água? E crise por vir? Não a minha, a sua, mas sim A NOSSA. Presta atenção no subtexto- ÁGUA... um dia vai te fazer sentido. Na barceloneta televisão propagam: " ÁGUA DESALADA, pense nisso!" full time. E eu, caboclim do pulmão fake do mundo, ria e chorava ao mesmo tempo disso então. " ÁGUA DE SALADA"... vai ser essa nossa fonte provençal mundana? Eita!!! Coitado do corpo sem órgão marinho.
Mar retornando, mas retornando. Que era estranho, espaço forma, te dizia da oia grave que me veio ao pensamento. Repara na gastança do Real. Tudo que é líquido ingerido na gente vem virado e vira no sangue? olha...
Estava eu caminhando na São Paulo quando comecei a ter vontade, desejo, essas coisas que não faltam. Era só sentar no trono, na cadeira e pedir: Desce uma, da original! e o trabalho já estava meio andado. Foi o que fiz. Parei na uma. Que amanhã tem outro trabalho de FAZER O POR FAZER, e quero chegar inteiro-pessoa, de corpo-inteiro e mente desanuviante, pra poder compor com os meus esse destempero sinta: olhar, escutar, assistir-cuidar e interferir. Moda concreta do feitio terapeuta. Moda composta do feitio artístico. Moda conjugada no tempo infinitivo do agir. Se não é práxis, não é acontecimento? Rá,Rá... todo esse englodado no fazer, no fazer o por fazer!!! Virei força!
Estou maluco não, sou malungo e você? Fui dormir, ao clareado, porque as horas nem sempre respeitam o que se tem na alma -no corpo -no etc., depois de passar pela experiência intensa de operar no seguinte prosseguir-projeto: FLUXO-CORTE-FLUXO. E ficou bonita a obra, que só quem faz sabe o quão é reconfortante poder criar e poder poder.
Preciso rumar, depois te digo...
Andando entre a linha e outra do metro maquinado na cidade Sampa, vi anúncio estado forma, que deu a essa linhada textura o título cortado-corte-secante, que dizia: Derreta-se pela massa. Fiquei afixado no tal derreta-se e aí, foi... rumei para linha azul, que forma cor e é conformada. Liga norte e sul e me despeja na viária rodotráfega: " Jabaquara é nome índio e é!".
Mas antes que lá, no destino final eu chegue, vou tramando esse aqui. Exposição concreta dentro do vagão.
Te dizia de onde mesmo? Que parei bem antes do "glup!", era assim de te falar, como é que os trabalhos tem acontecido no rodar cotidiano. Veja aqui, que é verso e lógica, que uma certa - CAOSMOSE- anda a progredir paradigmática nesse prosseguir.
Tenho estado, em sendo arte em sendo clínica, vai saber!?! a pensar e sentir tudo que circunda com um contentamento só!
Olho os povos e as arquiteturas, as pessoas e seus fazeres, e a mente transfere a tudo isso um expressar relacional. Ich, será essa a concepção vingante? Vai lá e vê... olho tudo e transmuto o visto em: linhas, riscos, manchas, sombreados e inserções luz aos corpos, tudo virado num desígnio meu. Tudo transformado em desenho carvão e grafite. E a coisa toda, pra achar que é objeto, se torna leve, lúdica e lúcida. Proparoxitando o objeto-quase da Dammy, dai-me forças!
Porque, pensa bem aqui comigo você aí, em frente a tela, já imaginou que isso que você encontra e nesse instante te acontece enquanto captura do concreto, que isso aí na sua frente foi um dia feito de: DESENHO!
É. Não veio do ACASO, veio mesmo foi do CAOS. E vão me privar de escrever que veio tudo do vazio? As vezes gosto desse povo que aprende na ausência. E do vazio vem o devir? Se situa, visitante!!! Na gênesis, antes do claro e antes do escuro tudo era então: { }, gostou do símbolo? Produção da atividade humana!!! Daí veio, é claro, é escuro, é dia, é água, é árvore, é papagaio, é cobra e é maça... mas volto eu? Eu volto depois... cheguei no Jabaquara, tenho que descer. Derreter-me até o mar!

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