PREFIXO. CARTOGRAFIAS OCUPACIONAIS- coordenadas da maquinoativação-6

(obra V. T. e fotografia de andré nunes,exposição "onde fica", 2007)
Impressões, visitante, palavra desdobrada no plural, que fomenta em um e outro uma influência, " que um ser, um acontecimento ou uma situação exerce em alguém" ( Novo Dicionário Aurélio Século XXI, Ed. Nova Fronteira, 2000, pg. 1085). Passo aqui a postar algumas dessas que se apresentam através de um trabalho realizado cotidianamente na clínica, em oficinas que realizo juntamente a uma equipe multi-(trans)- disciplinar e aos usuários de um serviço substitutivo de saúde mental instalado no município de Santo André-SP. NAPS-2 é esse um dos locias aonde eu também ocupo o papel de trabalhador juntamente a uma população de usuários desse serviço. Lá realizo juntamente a Roseli Montanari (Mahavydias!) e Débora Rico dois grupos-coletivos onde através das linguagens plástico-artísticas desenvolvemos a construção de um território possível de enfrentamento das experiências do sofrer psíquico, das experiêcias de restabelecimento de potências de produção de vida, das experiências de PODER-viver outramentos de sujeitos e subjetividades.
Nessas oficinas, ocupo um lugar duplo, explico-lhe melhor, visitante, desempenho meu papel profissional técnico de terapeuta ocupacional (e muitos outros frente a experiência do Trabalho), mas também me questiono se dali também não sou"usuário", no sentido que é sobre esse lugar, que através desse fazer que desenvolvo grande parte da construção desse pensamento referente a maquinoativação (M@). Diria então que esse é uma espécie de "laboratório vivo", onde podemos, cada qual em seu saber-fazer operar modos vários de construção de conhecimentos.
Enfim, para que passemos adiante aos prefixos-ditos operados pela M@, fica aqui registrado que essa "impressão" postada hoje, vem do encontro realizado em um dia de uma das oficinas. Para posterioridade, um devir, penso aos poucos ir deixando aqui marcas desse modo como nós, todos os envolvidos, transformamos os fazeres ocupacionais vários em territórios de existência. Vamos passar então as impressões maquinadas naquele dia:
" A oficina começa a tomar uma forma voltada a um trabalho prazeiroso com vários integrantes chegando no horário previsto de início e muitas já estando na sala antes mesmo da atividade central começar, uma espécie de esperança-espera em poder FAZER. parece-me que o grupo vem apresentando menos estranhamento das propostas e maior potencial de liberdade em criar, visto que parecem perceber com mais clareza que estamos todos na construção de um processo de experimentação onde essa tal liberdade de compor é inscrita por alguns regulamentos das formas-materialidades oferecidas, e linhas de ação projetadas.
Nessa fase, onde grande parte das imagens desenvolvidas tem no abstracionismo geométrico (movimento-escola-artístico) um vetor de organização das poéticas pictóricas, há abertura para as possibilidades de todos produzirem uma zona de grafismo próxima onde a valorização-desvalorização das obras e dos integrantes apresenta um movimento complexo. Elas ( a valorização-devalorização) se constata com menor resistência em ser dita, e também há um exercício de reconhecimento das dificuldades e facilidades inerentes ao processo de cada um ao se expor através de seus fazeres.
Quanto as pathos-paixões levantadas, é interessante notar uma tendência breve a transição, expressa no desenrolar e desdobrar de processos voltados antes a história de vida e de um certo modo a associação dessa as forças e discursos de incapacidade-doenças-sintomas-dificuldades, para um lugar onde hoje, nessa oficina em específico, em pouquíssimos momentos esse discurso do sofrimento esteve presente, e pode-se dizer de si, através dos fazeres e também disparado pelos integrantes em conversas uma outra forma de estar, uma certa alegria em estar podendo dizer de suas obras com uma outra linguagem faber-diversa-corporal-verbal que não a da patologia. Os integrantes ousam falar sobre os trabalhos uns dos outros, elogiar, rconhecer dificuldades e ganhos, tudo isso num tom que nem de longe tangia ao da patologia.
As práxis desenvolvidas foram várias, mas circundantes aos territórios artísticos, pedagógicos, educacionais, estéticos,sociais e clínicos. Todos diluídos de uma tal forma que gerou por fim, numa finalização desse encontro uma conversa-dispositivo afirmada sobre as possibilidades do poder-FAZER-falar e do poder-FAZER-ver qualidades frente as ações desenvolvidas. Ao discursar sobre as obras de uma maneira onde a força imaginária-criativa pudesse ganhar terreno de existência, e a mesma enquanto um território de outramento dos sujeitos ali presentes, fez com que mais uma vez o poderio vitalizador dos encontros pudesse ser efetuado.
Todos esses acontecimentos, envoltos no "acontecimento centralizador da manifestação de uma arte através das pinturas" , foi elevado as potências, ou melhor, as vontades de potências já mencionadas na formluação do pensamento da M@. Ficando assim aparente, a possibilidade de circulação de cada um dos envolvidos através da divisão desses microacontecimentos em cada sujeito da ação via rede relacional constituída através dos integrantes do grupo-oficina-encontro.
Por fim, as possibilidades de trocarem de lugar, de enunciarem, de visualizarem, de perceberem de comentarem os trabalhos uns dos outros, formam uma força de afetameno que potencializa a DEVIR.AGEM de todos que ali estiveram presentes no encontro."
saudações, visitantes
andré

Comentários

Rose666 disse…
André, fico contente pois através deste texto teu , fico sabendo por quantas anda a Xilo, é certo que antes desde 40 dias de afastamento do grupo devido as minhas férias, é obvio que tenho conhecimento de nossa construção (todos) do coletivo de xilo. Fico contente pque sinto que ele fortaleceu em sua forma neste período. Qdo sai de férias pensei vou perder parte do processo, naun pensava enquanto técnica e sim como "usuária". Ou melhor vamos deixar estes termos de lado, pois não acredito nestes papeis estanques. Iria estar afastada do processo como uma pessoa integrante do grupo. Veja ent~~ao o que fiz, nos tempos disponíveis trenei desenhar e acabei compondo várias xilos, e a minha vontade é de levar ao grupo pra mostrar a eles e ver o que acham!
É nesta afetação que construímos um sistema do possível além da estagnação,dos papeis/mascáras ocupados pelos usuários e terapeutas.
Por hora é só amigo!
e estou voltando!
beijos
Namastê
Rose
Rose666 disse…
André, fico contente pois através deste texto teu , fico sabendo por quantas anda a Xilo, é certo que antes desde 40 dias de afastamento do grupo devido as minhas férias, é obvio que tenho conhecimento de nossa construção (todos) do coletivo de xilo. Fico contente pque sinto que ele fortaleceu em sua forma neste período. Qdo sai de férias pensei vou perder parte do processo, naun pensava enquanto técnica e sim como "usuária". Ou melhor vamos deixar estes termos de lado, pois não acredito nestes papeis estanques. Iria estar afastada do processo como uma pessoa integrante do grupo. Veja ent~~ao o que fiz, nos tempos disponíveis trenei desenhar e acabei compondo várias xilos, e a minha vontade é de levar ao grupo pra mostrar a eles e ver o que acham!
É nesta afetação que construímos um sistema do possível além da estagnação,dos papeis/mascáras ocupados pelos usuários e terapeutas.
Por hora é só amigo!
e estou voltando!
beijos
Namastê
Rose

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