UM POUCO DE POSSÍVEL, PARA UM NÃO SUFOCAR !


(fotografia, andré nunes, 2007)
LITERATURA. LITERATURA BARATA, essa é uma das "qualidades" que me faz postar essas escritas. BARATA, no sentido de ser possível formar acessos e acessares próximos a um direito de exercer a tal da liberdade de expressão. Meio parecido com um caderno onde se escrevem lembranças, pensamentos soltos, narrativas de vida, quase uma espécie de diário. A meu ver, isso aqui é parecido com isso aqui mesmo.
Nunca tive pretenções de afirmar tudo que aqui está escrito enquanto ciência, aqui não tenho vínculos com instituições de formação acadêmica, aqui não é meu dever profissional remunerado formar graduandos, aqui não estou fazendo pesquisas para obtenção de títulos de mestrado e muito menos doutorado. Aqui não tenho que me preocupar fidedignamente com normas de publicação ABTN, aqui não sou ocupante de cadeira disciplinar, aqui não atribuo tarefas de ensino, aqui não corrijo provas, aqui não avalio trabalhos didáticos, aqui não planejo aulas, aqui não tenho esse perfil como quem me conhece de perto bem sabe. Não só minha escrita, como meu modo de conversar, é meio disruptivo e nada didático. E não tenho nada contra quem escolheu para si estar no mundo em trabalho de professorar. Tive vários professores, alguns educadores e poucos mestres.
Mas enfim, hoje posto aqui no maquinomovel um texto meio resposta, a uma frase atravessada que me chegou aos ouvidos. Você, visitante, me desculpe se tomei esse espaço como meio de assim fazer, mas é pelo simples fato de que esse é um meio de comunicação com o mundo que tenho acesso. Que me dá acessar a mundos de informações possíveis, e que prezo pelas mesmas, visto que meu interesse aqui é poder dividir essas páginas e escritas meio malucas que faço, textos e texturas que encontro por aí, imagens que capturo com outras máquinas... enfim ,utilizo o blog enquanto um dispositivo de poder exercer formas de compor, formas de escritas, e também poder mostrar que há nessa vida outros modos de se produzir saberes e o principal de tudo, poder fazer isso de maneira aberta a possiveis diálogos e interações.
Tudo isso que escrevo é literatura barata. Só isso. Não é relatório de pesquisa, não é artigo de publicação científica, não é avaliação de nenhuma disciplina. Isso aqui é um jeito que encontrei para não sofrer sufoco com tamanha quantidade de pensamentos que me disparam outros pensamentos. Isso aqui é um jeito que encontrei para não me ver engessado num fazer outro. Uns pensamentos curto-livres, ou deveriam poder ser.
É meio estranho isso, porque parece que quando você começa a escrever, a ocupar esse fazer possível na vida, parece que a coisa ganha uma forma na vida impressionante. Parece que isso aqui ganha uma importância tamanha, no sentido de ver esse fazer - pensar-escrever- como algo possivel às pessoas.
E muito me causa um certo repúdio, quando me lembro de uma frase proferida no passado por uma pessoa que me parecia próxima: "Você tem que ter um pensamento estruturado, e somente a universidade vai te dar essa condição."... foi dito quando tudo isso começou, e quem disse que esse era meu objetivo primordial na vida? E poucos dias atrás escuto atravessado que essa mesma pessoa disse não estar correto as coisas que escrevo. Daí me pergunto: Conferi a ela o poder de dizer sobre isso estar correto ou não? Porque se isso é uma avaliação, diferente do jeito dela produzir e veicular seus saberes, penso que ela que sempre apregoou um "viva a diferença!" está completamente capturada num jeito único de valoração dos saberes.
E se leu, não entedeu que isso aqui , volto a frisar, é literatura BARATA, feito por gente BARATA como eu. Nada além disso. Literatura na web 2.0, barata, acesso possível, aberta a diálogos. Quando não um monte de palavras ocupando uns bits a mais na rede...
Maquiavel, uma vez escreveu algo parecido com essa citação em negrito, que desvirtuei escrevendo diferente(?), leia bem, e que cabe aqui então enquanto resposta, e faz bem e pode ser belo a gente pensar sobre isso
Nada mais difícil de manejar, mais perigoso de conduzir, ou de mais incerto sucesso, do que liderar a introdução de uma nova ordem de coisas, pois o inovador tem contra si todos os que se beneficiavam das antigas instituições...
saudações
andré

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