DO EFEITO.

(ilustração,andré nunes,2008)

Em poucos dias partiremos para outros rumos moventes. A viagem à maionese foi deveras interessante, nela descobri e me pus a compor juntamente a vocês esses textos postados num abril-mês e meio-MULTI-MIDIÁTICO. Sim, tecnologia a serviço da aproximação entre as pessoas. Hoje eu quero escrever para vocês de um jeito bem próximo. Como se vocês realmente estivessem aqui do meu lado. O mais interessante disso aqui é poder saber que em média 20 pessoas diferentes acessam essas escritas cada dia. E cada vez que agora escrevo, é como se eu estivesse conversando com um número x de seres humanos que em parte não sei quem são. É uma aventura meio desconhecida, mas vale a pena ser feita. São "DIES D'EMOCIONS - t'hi atreveixes?". Sonhei, sonhei ... dias de emoções, e querendo ou não, nos atrevemos juntos.

Sei que parte dos escritos são caóticos e tem nas palavras escolhidas uma duplicidade de sentidos, só sei escrever assim, e talvez esse seja meu estilo, brincar com isso, gerar um campo de inquietação no leitor. Quero nisso que estou escrevendo agora, poder dizer de algumas idéias que aconteceram durante esse interim. Idéias que foram despertadas quando me vi instalado no mundo misturado de maionese.

A princípio achei que isso era uma provocação de minha parte. De querer ter uma espécie de retorno frente ao que fazia cotidianamente. Frente ao que escrevia numa tentativa de tornar palavra uma experimentação/composição. Dali, daquela enquete, tomei contato com algo que só era dúvida em minha cabeça solitária. Isso de se quetionar como é que os outros estão percebendo isso aqui instalado. Como era?

Era uma viagem para mim e para alguns de vocês. Hoje faltando uma semana para o final de abril, vou tentar te mostrar o que aprendi nisso tudo. Para onde foi que essa experimentação me levou, que sentidos ela construiu para mim e para quem aqui viajou junto. É certo que os comentários deixados ao final de cada post são uma outra forma de registro dessa passagem por aqui. E também entendo o fato das pessoas pouco se exporem naquilo que lêem. Mas das pessoas que aqui tiveram a coragem de se pronunciar, sabendo eu o quão corajoso é o ser humano que demonstra nas palavras uma vontade de compartilhar idéias e potências, gostaria de agradecer Roseli Montanari, meu amigo T.O em Miami Sancler e uma pessoa anônima que me enviou um "beijo de língua". Além do muito grato de coração mesmo, queria dizer que somente assim ao se expor e vencer a barreira do isolamento de cada um de nós, é que a gente tem condições de transformar (ou seja, tornar a formar outras formas) as relações entre os viventes.

Em maionese, deixei a pré-ocupação de falar sobre terapia ocupacional, visto que achava estar escrevendo para terapeutas ocupacionais e o silêncio foi a resposta dada. O silêncio não me entristeceu, vi que ali nenhum eco havia, não havia eco-logia. O que você faria no deserto? Eu, eu ousei investir num jeito outro de compor minhas escritas e mensagens. Coloquei em prática a idéia de ilustração. Talvez seja esse um novo rumo para Maio- o mês do TRABALHO. Mas vamos ver para onde isso pode apontar. Maio ainda é devir. E se planejo hoje, é uma projeção, é uma perspectiva se abrindo em construção.

Do efeito, né? Do efeito eu ia falar, lembra? Sendo maionese, sangue, cola, tinta, etc... colóides: uma solução formada de partículas, apreendidas no movimento browniano. Foi outro cara, Richard Tyndall, em 1766 quem mostrou ao mundo a verocidade da teoria de Robert Brown. Ele observou que era possivel frente a dispersão coloidal identificar e mostrar através de uma técnica que as partículas existentes no meio poderiam ser visíveis a olho nu.

Numa sala cheia de poeira, como muitas salas que guardam intra-mundo-coisas fechadas de pessoas, quando se projeta um feixe de luz : que venha da janela-que seja!. Há um espalhamento do feixe num meio que contenha partículas em suspensão. A luz, ao bater nas partículas torna-se visível pois sofre difração, toma cores para si, ao ter o comprimento da onda de luz visível menor que as partículas se movendo no meio suspenso. Dançando no ar, ou no líquido porque não se sedimentam. Isso leva o nome de EFEITO TYNDALL.

Para efeito disso, me pus a compor ilustrações, produzir imagens que acompanhassem essas in-formações. Misturando o que podia no meu jeito de fazer maionese: colar, pintar, escrever, desenhar, fotografar, xilogravar, entre outras linguagens.

Espero que tenham gostado.

Um grande abraço a todos vocês

andré

Comentários

Rose666 disse…
HOJE UMA INTERNAUTA UM TANTO ANGUSTIADA EM MINHA MAIONESSE EXISTENCIAL. PROCUREI ABRIGO EM MEU COBERTOR DE RETALHOS E COMO DE PRAXE PUS NAVEGAR PELOS BLOG'S AMIGOS E ENCONTREI ESTE TEU DIZER AQUI. E TUA MANIFESTAÇÃO DE GRATIDÃO! E SENTI GRATA SOU EU PELO TEU INCENTIVO, LEMBREI DO DIA QUE TIMIDAMENTE TE MANDEI VIA EMAIL O PRIMEIRO RETALHO DE COBERTOR , CIENTE DE QUE A MINHA COMPOSIÇÃO ERAM UMA AGRESSÃO A LINGUA PORTUGUESA! LIMITES MEUS QUE VENHO ENFRENTANDO ! MAIS A TUA DEVOLUÇÃO ENCHEU-ME DE CORAGEM E CRIEI O DASA MAHAVIDYA. VOCE DISSE A TUA ESCRITA TEM UMA FORÇA E POTENCIA RARA NOS DIAS DE HOJE, VOCE FALA A PARTIR DO EU!
GRATA PELA TUA MÃO AMIGA! E A MINHA SEMPRE ESTARÁ AQUI NO MAQUINMOVEL E NO COTIDIANO!
NAMASTÊ
A TUA FORÇA E CORAGEM
ROSE

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