^^^^^^^^ERA^^^^^^^^DIA^^^^^^^^ GRAMA^^^^^^

(fotografia, andré nunes, barcelona, 2007)


Era dia grama, dia grama. E fui tomado pela fé revitalícea, ao abrir a janela do comboio para um pousar seguro, e de lá da abertura ver passar num salto de perna um ser vivente em trânsito. Diagrama de corpo a se locomover pela via esverdeada a caminhar. Tomado de um lado o ovo do novo e do outro o ólho, tudo reunido na velocidade, mexendo a emoção, a emução, a emulção, a emulsão foi combinando coisas classicamente incombináveis num processo adicional de um ao outro, lentamente, misturando velocidades através das hélices. Quiprocó do caber, fez de um desses o serviço de ser conexão entre.
Gema-leciticina, do canto de seu amareloso riso, prontamente se postou a exercer esse ocupar, ocupar-se de ser emulsificadora do processo de conexão relacional. Ela, no meio do ovo, ela, no miolo do vindouro por estar instalada universo adentro do revestido da casca, por estar envolvida pela clarevidade de clara, esclariceu os fatos, novos para mim.
Numa explosão das materialidades, reuniu a criação descoberta de um mundo aplacável outro. Aplaca, dizendo além do diagrama placa: NÃO PISE NESSA, referia-se no alto do visor, visivel a todos, e a mim que pilotava o aparelho, para além da cor, para além de cor, para além o seguinte : o mundo, esse mundo, é coloidal. E assim chegamos.
saudações viajantes, estamos aqui.

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