LA NAVE VA...

(fotografia, andre nunes, barcelona, 2007)
Súbito, após disparo ordenado dos viajantes, o maquinomovel teve programações afetadas por um aparente gesto simples. De fronte do acontecimento eletrônico-infoviário-internético, ganhou propulsões agregadoras de uma espécie de identidade para mais uma venturança. Regente estava aqui, eu instalado numa solidão a paisana, certo de que haviam vivas almas em corpos plurisexuados, não sabendo das orientações dos qual o que dos quais, e que aqui buscam infortúnios de informes, enfim, sabia serem população humana, e era isso já bastante.
Das referências apostadas tinha um fino estralo de que a maionese reverenciaria as achuras de alguns em maioria. Foi se a era, e aqui Abril-se o mês dessa jornada. Apartem os sinto muito, das rédeas da razão e entretenham-se com esse mundo novo no qual mergulharemos emplastrados nessa misturada boa, lambança lembrada de remexo de maracatu, que science nos salve.
Foi-se a era abrupta, da mão delineando planos de palavras na tentativa de te mostrar algumas coordenadas-mor, asmaram de amarulina, amarelada, quase branco, quase bege, que nome dar a cor do móleo molho que tempera esses vindouros de letras? Que cor tem a maionese neutra, se é que há neutralidade para tamanho revirar de matérias? Fico a imaginar, tornar margem o imã, que saída do ovo (amareloso e clarevidente) e do óleo (olho ólho) de tom transparente quando escorrendo em fio para dentro do copo do liquidificador de formas,e um fino gotejo ácido de 1 limão, 2 limões, 3 limões... sabe-se lá, talvez tenhas tu, viajante, opinião a cerca do fato questionado.
Mas adelongando a narrança, de toda forma estreita disso, o maquínico movel, se é prateleira e é coletivo a transitar por esferas, vai de seus rumos decidir... subiu ao súbito, numa derapagem de repente, e rompendo os limites emplacados numa média conservada, pão francês em terra-santos, inaugurou por essa noite a data célebre festejante de ato cotidiano corriqueiro- a tal mentira e repare o dia. Não tive boletos de dívidas dilúvicas de dúvidas, do silex feito faca pelo primo neanderthal, abri a massa e emplastrei o missigenado. Recheei de presunto, morto fresco do boi cozido, fatiei pedaço do meio empodrecido leite retirado da teta da esposa do morto, cortei um tomate pago com Real corrente no alojamento capitalístico do bem comprar, e pus buxo adentro um saduba bauruforme.
Degustando ao mastigar aquele lanche, passei a pensei, era fato finalizado, degustar a cada dia um tostão dessa viagem, maionésica... e assim, viajantes, la nave va... bon apetit (como era gostosa minha francesa!)

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