O MOVIMENTO É BROWN!


(fotografia, andre nunes, barcelona, 2007)

Tudo que vinha então te dizer, é de uma complexidade crescente, poderia entrar aqui e simplesmente te escrever sobre os meios que me levaram a dispersar-me entre novas e outras informações, cada vez exigindo um mergulho em explanações gigantes. Por início tomei essa decisão de tentar passar aquilo que fui encontrando, assim que o maquinomovel postou as letras nesse novo em formação, mas vi que poderia então levantar conflitos frente a uma certa ignorância no classificar das ordens. Um conflito meio inquietante, que em muito parecia identificar-se com essa viagem à maionese (um estado particular), mas enfim, vi que a força da inquietação era o que possibilitava dela existir enquanto isso, e sendo inquietude...
Inquietude, tal a quando se está em movimento nas ordens dos fenômenos, euma coisa, uma coisa é certa: nada consegue parar quieto. E não deveras estará aí uma das formas possíveis de se observar a vida? Colidindo umas com as outras as particularidades em partículas estão constantemente se debatendo, mesmo você achando que a maionese a olho nú é um meio estável, nada. Toda sorte de confrontos encontra-se em constantes choques que produzem um meio de aparência homogênea ( a grosso olhar) mas nada disso é concreto pois há, sim, constante debater. Se digo isso, é sinal de que nessa materialidade um efeito se observa, a ausência de deposição da matéria no fundo do recipiente tracionado frente a ação gravitacional. Por conta da ocupação desses estados instalados numa fase dispersão e num meio contínuo, é possivel assim, nesse líquido compor, classificar esse coloidal mundo líquido-líquido enquanto EMULSÃO LÍQUIDA. Fluindo orbitamos, e orbitaremos, em movimentos brownianos. Voa lá Einstein!

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