OLHA, VER NÃO É ENGOLIR.

(ilustração, andré nunes, 2008)
Veja, que desde o início, no exercer amoroso aguado, somos conduzidos a impossibilidade de acabamentos; assim como as formas, os corpos e as cores : tudo vai se formando com um tanto de imperfeição. Presenças em devir.
Algo do fluxo fica à mostra, algo da impregnação do diluído e infiltrado na textura das fibras e veios dos tecidos e papéis ficam registrados, algo sempre se cria mesmo tendo-se a ausência da pureza de cada elemento material.
Apesar de parecerem miscíveis, e dos trajetos e trejeitos dos movimentos do corpo em ação se fazerem presentes nesses registros, o limite dos encontros são visíveis somente quando o olhar do ser sensível de cada um vai se tornando potencialmente capaz de absorver e observar que: Olha, ver não é engolir.
E para quem acha que deixei a maionese de lado que fique claro, assim como ela o sangue também é um ilustre colóide. Essa de hoje aqui eu fiz em homenagem ás águas presentes no hemofluído, líquidos que separam tantas histórias de amor entre as pessoas e suas gerações.

Comentários

Rose666 disse…
Em outros momentos não disse, é que a minha afetação era tamanha! Mais tenho apreciado as suas ilustrações e elas estão ficando cada vez mais belas e fortes no sentido de que elas me transmitem.
com meu pouco conhecimento artistico fico a adimirar o belo e orgulhosa de ver a força que elas teen ganhado. Afinal fui uma das pessoas que vi a "ideia-ilustração" brotar.
Agora só pra não perder o costume, pois o ser não muda a essência de sua indole´, tenho a dizer: "Olhar não é comer, por isso não tira pedaço" .eheh ...brincadeirinha!!
Namastê
Rose

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