ER(r)OS

(ilustração, andré nunes, 2008)
Prezado Eros,
por interseção de um conjugado de palavras firmados por sua irmã Nêmesis, tive o caminho esclarecido no justo endereçamento de alguns de meus antigos dilemas as ordens do passado. Também, por intermédio dela, pude certamente me aproximar desse que é sem dúvida o maior desafio que até então encontrei nesses rumos. Transferir a você algo das ordens dos impasses diante do nOVO.
Pois bem quero dizer-te, que há muito venho fugindo dos encontros contigo. Porque sei da imensidão existente em seus domínios: do amor e seu avesso. Quando deparei-me com seu nome, correndo fui em busca de algo já existente aqui nesse universo maquinomovel. E lá no escrito antes, relembrei palavras já referidas ao Amor. Pude enfim perceber que algo da ordem da espiral da vida estava deveras se configurando.
Estranho é esse pensar-se estrangeiro de si. Nesse não caber-se e necessitar transbordar. Algo como viver-se clandestinamente em todas as composições formadas por suas forças. Muitas vezes ocultas como sua história vivida com Psiquê. Sabe, Eros, que agora em diante para poder realmente me aproximar, chamar-te-ei: Amor. Sabe, Amor, nunca fui muito forte nesses sentimentos. É que cabe ao ser homem mostrar-se frágil aos outros nos terrenos do sentir?
Há tempos não choro lágrimas. Mas sinto as mesmas embargando na garganta, no tremor da voz, no ardor dos olhos, no sentir pesado o instante existente entre os respiros e ares. Tudo são trocas feitas em vida, tudo as vezes às cegas, tudo as vezes nem tanto. Mas sei que é por isso, por esse quê de confiar no fio vitálico, que suas lutas-batalhas e histórias amorosas se dão e tem se dado.
Sabe, Amor, andei sentindo mais do que pensando. Nesses dias em que forçosamente ausentei-me desse encontro. É que de verdade, sua presença aqui no viver reforça o fluxo movente das existências as vezes aparentemente paralisadas. Esse fluxo cinético por vezes energizante que muitos chamam pelo teu nome virtuoso de Amor.
É, Amor, não sei de erros. E você sendo Eros, viu os mesmos no viver? Cabem reparos no corrigir entre erros e acertos? Aos meus cabem muitas considerações. Mas no fundo, o que me resta frente a esse mundo entre novos acertos e erros, as vezes aparentando a forma de uma parede de proteção, é continuar a viver mesmo que projetando criações num saltar ilusório.
Sei que de tudo, já então julgado caos e até viajar de matéria-substancial colóide, era basicamente um jeito (o meu) de ir mostrando aqueles que se sentirem endereçados. São fusões e confusões existentes nesse Um universo cósmico referencial. Para além de isso estar em continnum CAOSMOSE , hoje, relendo escritos de todas essas páginas desde o início, percebi que aqui fundou-se uma espécie de caósmico COSMO-CAOS.
Sinto amor ao dizer:
_ Muito Obrigado por toda essa imensidão.
andré

Comentários

Rose666 disse…
Meu caro amigo tá um caos mesmo, eutive que ler 3 vezes para entender , se é que entendi! Acredito que se deva ao fato de eu estar meio avessa ao Amor e os seus cursos neste últimos tempos! Uma fase creio eu , a natureza de minha essencia reverterá esse ataque de intelectualismo. E reverterei esses meus "erros" de abster-me da entrega a vida.
No entanto apesar do caos , brotou uma sensação "gostosa" ao ler seu texto. Gostei da forma como dialoga com Eros-ER(r)OS, é sensivel e autentica.
Namastê
Rose

Postagens mais visitadas