INICIAL


Tanto espaço aqui disposto, e hei de formatar o assunto assim. Não, não, já houve um tempo, cabeça de outros quase que aferiam sensações e sentimentos, mas isso é coisa do passado. Talvez me valha mais formatar o assunto a sério? Seria sobre forma palavrória, sem tocar a borda verborréica, nem transbordar num penar confabulado?
Sinto mesmo que a abertura verdelínea da paisagem, natural passagem pela vista pró-mundana, nada, digo em tom outro da voz, nada conseguirá de mim de fato. Não sustento mais seus fleumas, só meus fluxos ou floemas hilstianos, bastou-me a época de clarices, de rosas e barroquianos. Não mesmo, o gosto agora anda aproximado do músculo verbo máximo obscênico.
Vais te ferir se tentares translongar a substância entregue. Nessas de formar do baile todo, na passagem do sentido, do pensado, do agido... sempre o mesmo recombino. Cansa por vezes ter apenas nesse enquandre as possibilidades de encaixar-me no que se é.
Todos em coisas parecidas, sonhando dejetos em desejos simulacros, fingindo estar aberto ao novo, chorando pelo leite derrubado, e a culpa... ah, ninguém a conserva. Em cada conversa truculenta, com ar de espera e de revolta na cara enlutada. Suas certezas? Nunca foram postas porque de velho morreu o seguro. Já dizia o dito, já dizia o cujo. Vou me entranhar num tempo longo.
Cobrir minha sede de prato fundo, frente ao raso da imensidão de seu universo. Que dera e dirá Deus, quando eu aqui passar a frente, o que em noite azul celeste foi me dado.
Era, isso mesmo. Era noite em plena luz arvorecente. Tal qual um pé de coisa , e qualquer plantado. Eu só que a ordem mesmo, de muito desse embrolho confundido, eu só que a ordem mesmo não está posta assim de cara. Dissimulo ou dissemino meus agouros frente os astros? Nada, matança do real viver sentido. É ostra arrebentada no contato. Veio mesmo transpassada de rimas poucas. Numa palavra pobre, quase morta, inacabada. Mas que tinha uma beleza revidante.
Meio cisma frente ao poço refletido. Olha, que era cisterna artifício do inóspito. Sabia que a certeza não mais seria servida em dosagens homeopáticas. E tudo, toda a mostra foi posta em congadas. Tudo foi festanejança mistura de jagunço, festa, alegria e matança. Porque dentro do coração cabia muitos sentimentos não. E havia alguns que inoperavam ao estarem na mesma membrana sentimental envergada.
E se hoje, te mostro o caldo amorfo do que ousaras, não mesmo te darei vitória mansa. Não sou perverso, sou mesmo ruim. E se te aproximas deixo claro. Contei até 10, depois até 3. Hoje, que me foi revelado, não conto mais nada, apenas cito os fatos. Sei que D., e não há nisso ordem nem congruência com realidades, tudo é ficção, baby! Se não percebestes, nasceste de olhos tapados. Quem dera ver e ouvir ao normas num mundo esse agri-doce perturbado. Olha, expie, espreite. Essas roupas no chão aqui jogadas, não estais vendo? Não são suas propriamente, são do teu rei que nunca fora assim tronado. Era o T. assim chegando e traduzindo, o que deveria ser posto aqui transliterado.
Eu, que me disperso quando em busca do tracejo, já passei por revanches e touradas. Já passei por trovejos e treinamentos. Já passei por trocas e trecos trocados. Já vivi amores e amoras e amargos. Já matei alcides e alices quando não mais os notava. Eram cartas opacas e esboços descartados. E já vi cobras trocando de peles em almas trocadas. Já vi tremas caindo por terra. Já vi trotes e traumas afundados. Já vi trucidarem esperanças em torcidas. Já vi transgredirem várias trovadas recalcitrantes. Só nunca vi tu tratares tu, como tratarias todos. Talvez traduzindo isso nesse tramar traumático, eu esteja mesmo querendo trafegar por entre os traços. Não mais isso me apetece...
eu sabia que um dia isso acabaria tendo de aparecer. Não é que eu sabia, talvez antes mesmo suspeitasse. Na alma travestida que as vezes carrego, era um chamado do que alguns nomeiam intuir. Talvez eu tenha intuído o que ocorreu. E é difícil falar do mesmo. Porque nesse mundo tal qual o habitamos, as coisas malditas talvez sejam leves e puros enganos. E tu não sabes bem como iniciar essa tormenta.
Eu te digo, e paraliso. Como um carrapato recém tirado no show televisivo. Matado em pleno ar, e antes de deixar essa existência, o que restou e antecedeu foi um ponto de pausa. E depois, depois em seguida, sobrou apenas o grande ponto: final.
E me pus no lugar da unha que mata. Não era nem hospedeiro, nem agente exterminário. Era apenas uma parte do sistema utilizado. O resto foi, como é, sua aventura criada.
Continuo aqui rufando. Até que o tambor deixe acatado. Esse sobe e desce de reviramentos, não postos por mim mais nomes dados. Eu, eu quero iniciar a partir daqui, a nova fase já vivida e iniciada. Chamando pra essa convergência, não mais nomes inteiros, completos ou fantasiados. O que chamo agora em frente, é uma série póstuma de INICIAIS.
B. sabia que a vida era inteira é. E ensinara a seus muitos em passagens, isso de formas e formatos bordejantes. Quem tivera leveza em pré sufixo, de certo um dia notaria se ainda não houvera notado. E foi para B. que E decidiu dividir segredo. Mas esse segredo quando bem visto não era simples confidência trocada. Era uma espécie de revolta tosca, que só depois no bem próximo a metade de agora, é que A saberia que E era cobra de trocar de pele e também de alma. Não posso estender o tal passado. Mesmo porque há vertentes nesse troçado. Olha, repare bem a conjuntura. Tudo é norma em constante inacabado. Tudo é em suma, celebração de erro sempre a ser consumado. Faltam muitos nomes aqui iletrados, mas o tempo vai me dar asas pra citá-los e citá-las. Quem sabe amanhã não te reconheças, nessas poucas e pífias páginas de escritas automáticas virtualmente arquivadas.
Sua inteireza e vitalidade, nunca haverão de ser roubadas.

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