MOVÊNCIAS

(arte digital, andré nunes, 2006)




Eu aqui, do maquinomovel, maquínico entre ser gaveta e coisa que desloca-se, te pergunto aí: Já ouviu falar sobre MOVÊNCIA?

Encontrei esse texto pela net, e vale entrar em contato com essa idéia, pertinente a vários pensamentos como : identidades grupais, redes, mutações na construção de conhecimentos etc...

O texto é de Manoel J. P. Fernandes, você encontra em:



“É através do simbólico que os grupos sociais elaboram suas identidades” afirma Melo Neto (2006:45). O simbolismo, no homem, pode ser traduzido pelo que ele diz, pelo que ele pensa e pelo que ele faz, pois é através dessas ações ele cria e recria a sua identidade pessoal e aquela do grupo a que pertence.Entretanto, para dizer, ele precisa saber. Para pensar, ele precisa estar instrumentalizado. Para fazer, ele precisa ter onde e como. É dentro deste contexto que podem acontecer as movências e as mutações possíveis na (re)construção das identidades sociais.Por movências, entendo a capacidade que cada um dos seres sociais comporta em si de estar em permanente movimento na busca por novos conhecimentos. Por mutações, entendo as mudanças de sociabilidade que esse mesmo conhecimento pode produzir naquele que pratica essas movências. A (re)construção, aqui focada com o duplo sentido que a grafia empresta ao conceito, deve ser encarada como ação legítima tanto do indivíduo isolado ou em grupo, com o apoio de movimentos sociais que lhe apresentem as possibilidades de se iniciar nessa empreitada que nem sempre é fácil e ao alcance de todos. A identidade social deve ser percebida, neste trabalho, de acordo com Calado (1999:23) , como realidade que “implica, de um lado, o esforço de identificar e superar adversidades interpostas a tal caminhada, e, de outro, perseguir determinado alvo, objetivos ou mesmo um projeto alternativo ‘ao que aí está’”. Quando falo de identidade, refiro-me àquele sentimento “que desperta, no indivíduo, o sentido de pertinência: a identidade na família, a identidade no bairro, no partido, no país e até a identidade com o time de futebol de que eu gosto” (Hurtado, 2000,25). Sem esse sentimento de pertencimento, o homem desvaloriza-se, visto que a “desvalorização do mundo humano aumenta na razão direta do aumento do mundo das coisas” (MARX, 1979:90), com as quais ele não se identifica e nem contribui para a sua construção.

abs

andré

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