RAPIDEZ!

(fotografia, andré nunes, sampa, 2006)


E hoje, um pouco mais de 48 horas sem fumar... além do remédio entrei na onda do AA, evitar o primeiro trago! Enfim... estou aqui rapidamente pra deixar umas indicações também numa tentativa de remontar parte do que aqui deixei postado. Retomo o seguinte ponto da NONADA:
  • O que nos permite tratar o outro é a capacidade e possibilidade de se identificar- (sem tornar-se idêntico) na condição de sofrimento deste. Compartilhar desse estado gera uma alteridade que aproxima, algo que permite um reconhecer-se no outro e fazer com que o outro também se reconheça no um. Tratar é uma troca.

Com os vídeos postados mais tarde, e citando um trecho de um texto que eu gosto de ler toda vez em que ou acho que estou com "interpretose" ou quando me vejo no cotidiano com pessoas sofrendo disso também. O texto é do LUIZ CANCELLO, grande mestre, músico e psicólogo aqui da baixada santista, e vc encontra várias de suas obras em sua morada virtual, que consta nos links aí ao lado. Mas em especial, sempre que preciso visito esse texto, cujo trecho deixo aqui como forma de acesso:

Não é de se admirar a lamentável difusão dessas práticas interpretativas. Além dos motivos já citados, pode-se pensar em outro fator determinante. No darwinismo social em voga espera-se dos indivíduos uma percepção do mundo rápida e eficiente, inteligência prática, flexibilidade, ação imediata e de resultados. Nada de parar, refletir, esperar o aparecimento das diversas configurações possíveis do fenômeno observado, encantar-se com a diversidade de aspectos oferecidos pela realidade. Estas são "coisas de filósofos" ou de "artistas"; o tempo urge, é preciso ser esperto, senão o videoclip acaba antes de sintonizarmos o remoto controle.[19]
Numa conferência sobre a interpretação da obra de arte, Luis Cláudio Figueiredo, um psicanalista de renome, resgata a possibilidade de ser ver “outra coisa”, um além das aparência, mas agora em direção rica e diversa:

“Para que a fala interpretativa seja efetivamente da ordem de uma resposta é preciso que ela se dê como um encontro no "meio do caminho", no horizonte constituído pelo movimento recíproco em que se abre um campo comum em·que um e outro, intérprete e obra interpretada, já não são os mesmos de antes: cada um deixou-se fazer pelo outro, acolhendo em si a alteridade do outro e permitindo que despertem em si as próprias alteridades ressoantes; o intérprete deixa-se fazer pela obra e ao responder a ela, interpreta, realizando um sentido da obra que até então permanecia em estado virtual e desconhecido.[20]

LINKADO DE:http://www.luizcancello.psc.br/ O TEXTO SE CHAMA INTERPRETAÇÃO E VIOLÊNCIA. vale a pena ler na íntegra!

Bom, de resto é isso, vou ficando por aqui

grande abraço a vocês

andré

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