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Ia. Como te dizendo em trecho mal travado, que por entre consoantes e vogados os dias que antes e agora passam em vazagens. Do começo, pois o tempo tem lá seus incongruentes. E começo a te mostrar além da carne. Tudo isso que apetece é espírito, tal qual bolha em viva forma disfarçado. Passo a frente recebidos doutras datas de inícios postumeiros.
Póstumo. Como a carta que houvera escrito, antes da total desgraça ter se averiguado. Não, nunca guardei trevas, sempre ousei apenas olhar pela fresta da passagem.
Ora, que era de E. e B. e A. que aqui contava, certo que outras mais lhe serão ditas. Dessa página arada noutros condados, expie agora o que aqui tornou-se escrita. E E. talvez tenha dito que amara um dia, mas E. ouvira, ou nem bem ouvira, ou quem sabe inventara? Que B. tenha dito que A. não merecia, por faltar-lhe o que... o que E. queria mesmo no amor? Inteligência?
Tentei te digo breve, que essa não fosse história romântica, visto que esse lactobacilo vivo que aflora nas veias e veios de neurônios em passagens e entrâncias, há muito habita hábitos e costumes humanos. Mas tenhamos a seguir o dito, sabendo já contigo informe, que amor é lactobacilo vivo, cresce, floresce, multiplica-se e encolhe-se. Reproduz-se tal qual fungo em meio lácteo, mas deixa-se aqui sobreavisado: é de meio que estamos aqui tramando, não de fins e finais consagrados.
Mas B. um dia desmentira o ato forjado. Desvelara a careta de E. usada. A principio grotesca era a forma encontrada. Mas o tempo, sempre ele, acostumara. E A. reviu valores e normas valoradas, mas não houve corte de proximidades.
Num tal salto meia década passada, e olha que agora o antes parecia tirado de letra. Todos se aproximaram em recombinadas. As relações rebobinaram-se num começo. E as cenas novamente apresentadas, olha que aquilo que o tempo apagara voltava então em nova transformada. Trocaram idéias, ideais, imagens e palavras. E novamente a face de E em embrulhada. Remediando o que antes era vontade, o tempo foi mostrando certo incômodo.
Posto-passagem tantas coisas foram idos. Recentemente mostrou-se ira em difamadas, quando ao mostrar-se móvel frente a vida, A assim pôs-se em poder notar-se. De muito não agradara E. Visto que de saberes era seu tramado, e pedindo ajuda onde viver pulsava, ouviu de A. certeza limitada. Não, era a palavra. E esse não, rendeu a face real mostrada, numa ira invejosa e sorrateira. Pôs E. agora a quem A estava mais próximo, passando a C. pensados de maneira estranhada.
E C. que era comparsa em vários atos, e ouvir da boca C. os estranhados, fez a relação entrar em maus recombinados.
Desculpas agora eram então por fim veladas, não escondendo o que silêncio trazia a todos dessa saga. Nem sempre o silêncio é consentimento, por vezes o silêncio é incontido de inacabados. Esse aqui posto em forma de postagem, tem haver com história mal fadada. E assim ia e voltava o silêncio, contingente incontável das palavras...

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