INICIAL



Que acontece com essa escrita que, ao invés de salvação acabou por mostrar demônios? Tudo é forte e um tanto feio, bem sabido por quem preste ao ver acuidade do cuidar. Essa não é a intenção, gastar dinheiro, tempo livre e neurovias com objetivo de desopilar o fígado com uma angústia criativa babaca de alongar uma história que não passa de vazamentos iniciais. Mesmo porque essas ficam na superfície pequena de breve contato, que tem seu valore, sem desmerecimento.
Como algo de verter de um dentro inacessível num tal meio incondizente com uma veracidade. Não que isso seja mentira, nem acaso, nem descaso, repúdio, omissão, abandono, matança, falcatrua, hipocrisia, lorota, tapeação ou coisa-palavra outra qualquer desse naipe embaralhado. Isso, isso mesmo que se segue é chamado ficção, e preste tento. Mas tem gente que afirma ser dono e dá o nome de verdade. Vai entender!?
Pois te dizia de A. ,B. ,C. ,D. e E.. Não que todos se conheciam, mas uma das iniciais centralizava os fatos. Por centro ser quimera influenciado em achados no processo.
Mas o início da despedida dessa narrativa, mostra-te um flash de período acabado. Antes que o the end embrenhe-se no tormento inflamável dos ataques, e te embace as vistas, peço-te prudência. Que não é medo, nem revolta, revide, coice, veneno, patada, influência maltratada. Esse pedido vem ao encontro de... que amor o que... vem ao encontro de uma tal confiança libertada.
Confiança todo mundo sabe o que é, mesmo porque já viveu o que dizem ser oposto. E liberdade, como um dia S. Disse, é uma estátua residente nos estados unidos. A tal desconfiança é mesmo, um confiar trancafiado.
Mas o que é dito, escrito aqui, provem de uma ultrapassagem desse oposto duo lógico, onde impera o tal do confiar-desconfiando. Como se tivesse início a via, pela desconfiança primária- na qual há uma confiança engatinhante. Passando-se para uma confiança andante, com um pé atrás e mão no freio, gestos de deixar desconfiado. E logo então, uma época de confiança cega, onde a desconfiança profere vozes na surdina do razoável. Até que ela vem a tona e tudo é desconfiança pura, e nisso o muro do lindo desmorona e se sobrevive, sobrevive, sobrevive achando-se só sem mais confiar. Até que se perceba que, essa desconfiança é um meio de confiar aprisionante, aparenta liberdade mas é como estar desfratriado.
Quando isso se liberta, e se vive uma vez que seja na vida essa confiança libertada, nunca mais as relações são as mesmas, mesmo porque a tal confiança pode ser como liberdade bem regulada. E aprisionar-se, colar-se, emendar-se, parasitar-se, não entram mais nos sentidos e na lógica verbal conjugante dos contatos.
Confiança tem porquê?
Porque nos tempos atuais dessa narrativa: A., B., C., E., e propriamente D., vivem em estados para nóia. Para ela mesma, nóia ( nome dado a jóia pedra para demais pensar). Já viu nóia confiar livremente em alguém? Já viu alguém confiar livremente em nóia? O mundo inteiro, e há gente que achará que isso está sendo dito para si, mas pode não estar. É que aqui está sendo escrito mundo inteiro, o que não equivale a um fragmento de ponto de vista ácida, o mundo inteiro vive hoje sob uma espécie de égide do medo: Estado de medo, Política de medo, Relações trabalhistas de medo, Amizades de medo, bem dizendo, é como se ele- O MEDO- fosse o grande aparato confidente.
Mas quando se escreve a palavra medo, e a ela vai se linkando outras mais, o medo não cresce, ele dilui-se. Não, não desaparece. O medo não desaparece. Mas é possível ver que nele projetam-se ordens que ele não sabe conter. São coisas sombrias. Como se os medos, cada um deles fossem encontrando-se e ao unirem-se se tornassem um grande assombro, pânico em alforria.
E ao se ver e ouvir de perto, tal qual o som da sombra que cada um carrega aos passos, é possível até dar risada, tal qual Pã, por ter sentido medo na forma aprisionante do corpo na alma.
E essa narração por fim desvela, medos de cada um para nóia já citados.
A. achava-se muito, gostava-se pouco. Temia ser rude com quem quer que fosse. Só confiava livremente em D., cegamente em B.. A C. Desvendava-se confiante confiscado. Por E., enlutava-se. B. por bem achava-se, e para isso podia muito. Seu medo era ter que rever o medo básico. Não aquele que se espreita em solidão atravessada, mas de sofrer muito no momento do inevitável.
C. não se achava, mas gostava da procura. Seu medo mesmo era arremedo do incontrolável. Apresentava-se dubiamente confiável, ora mostrando uma venda justa, ora um olhar descortina libertário.
D. por tudo que houver, houve e haja. Tinha expurgado para o outro lado. Fez seu medo encoleiramento estável, pois sabia ser mais forte do que nada.
E., por fim, bem vale a pena que aqui se apresenta. Foi a única inicial inevitável. Visto que as palavras várias afins transportadas, não conseguiram dobrar nem salvar de sua asfixia engessada. Que descanse me paz, a sua morte.

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