Instruções Metaanalíticas: Mulé, eu quero ser parnasianista. E o ser bonzinho, é um "romanticouzinho".

(autonomia, ilustração, andré nunes, 2008)

... preciso remasterizar os filmes, preciso escrever a prova, preciso ler alguns textos, preciso de um tanto mais de disciplina para poder dar conta dessas tarefas que me comprometi fazer, são todas atividades que preciso estar de corpo inteiro. E meu corpo sinaliza. Anda mais devagar, não precisa correr nessa altura do campeonato. Não é preguiça, mesmo porque se fosse eu ia adorar curtir a minha e levar nome de preguiçoso. Também não é desculpa o que estou dando, pra achar que os outros se ocupam de mais uma vida alheia. Nem é tragicismo heróico do tipo: olha o esforço par para dar conta da situação! Essa sim balela envaidecida. Nada, é simples reconhecimento de assentar a bunda no assento e fazer vazar um tanto desses pensamentos que tenho maquinado aqui na trela do aparelho interburacos.
Eu saio de cada encontro assim, muito disparado por tamanha possibilidade de invenção das pessoas. E quando há trocas efetivas o retorno vem de outros modos. Ela falou de feedback, e pediu por se perder as vezes quando não se sabe em quais sentidos estar juntos se formata nas relações, ali mostrou que viver tem disso. De eu mostrar explicitamente (e dizer é uma das vias de) para o outro as vezes em que houve encontro, o que estar junto aconteceu de efeito em mim. Por onde percorri. O que ela faz é Land Art Relacional Humano, mas ainda não se ateve a isso.
Voltei de lá a milhão. Como quem tivesse acabado de começar. Contrastante, acabado de começar. Repito: O ovo é o limite do novo.

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