ENCICLOPÉDIA EMPÍRICA DA PAUSA

(fotografia, andré nunes, 2008)
Pausa.
Caminhou pelas ruas carregando 5 papéis dobrados. Colara-os, uns aos outros, com fita transparente cortada em 8 pedaços pequenos, do tamanho de um dedo indicador em riste de pessoa aos 7 anos. Os mesmos, assim como os demais materiais, foram trocados na venda, feita da parte dos créditos concedidos pelo exercício laborioso de cuidados prestados aos huamnos. Pelas ruas caminhava carregando os papéis semi a mostra. Tinham peso por serem grandes.
No trajeto pôs-se a reparar ( e talvez esteja agora a te narrar porque isso ele jamais contaria): onde a luz solar em maior evidência tocava o corpo dos objetos. Aonde era maior a incidência dela? Ali as cores se acentuavam num grau a mais, aproximadas ficavam do cinza esbranquiçado.
Da posição que mudava no movimento do seguir percebia que sombras também exercem movências.
Aquilo lhe alegrava saber. E era como descobrir que seu olho pensava. E se olhar já era pensamento, não tinha mais motivos para habitar o eco do poço dos mecríodes *.
Sair pela cidade, conferir-lhe, olhar as coisas, fazer com que elas agissem sobre ele nesses micro-acontecimentos, que pudessem encontrar efeitos nessas, por hoje refletiu: ... será que sabe a luz, que e quando incide sobre os corpos, o peso dos mesmos ao tocá-los?
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mecríodes: é uma palavra-piada feita entre ele e o Zébeto para configurar pessoas e situações onde a cortesia ou bem estar são trocados por mediocridade. um olhava para o outro e seriamente dizia numa espécie de xingo:
_É, mecríode!

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