ENCICLOPÉDIA EMPÍRICA DA PAUSA

(fotografia, andré nunes, 2007)
Aplacou-lhe o verde que será feito em pausa. Afinal de quem é a presa, em dar forma ao informe, senão da crítica engessante? Esses são escritos do amadurecimento do talvez, por esse sendo estado secundário de matéria bicolor, híbridos e misturas genéricas, fronteiras cruzadas do puramente primário e simples.
O que ocorreu foi dele, ao debruçar-se sobre o corpo do papel preparado de branco; ao clinicar-se sobre o preparado do corpo alvo do papel, numa vagarosidade despertada, diluir-se no espectro de cores. Sentenciosamente (como quem não lhe escapa) recortou-se em matiz dando a mesma uma importância de pausa suprematista superlativa. Aventurou-se desabitar a mimesis de uma forma simulacro representativa.
Os verdes estão chegando além do campo da retina.
E ele agora, ele agora não ser um, nem agora não ser outro, ele agora meio verde. Ele agora, a quem a partir de então se aproximar desse campo, ele ter como quem possue verdade. Ele como quem tivesse por um tempo possuído verdadeiramente um venenoso diabo verde em palavras certeiras. Tidas certas como flechas nas almas entupidamente críticas. Ele ter dardo de ser terceira pessoa nas sentenças do tempo presente.
Pintou a placa de cor vertente folha. Secada superfície, antes branca, verdejou. Como uma plataforma para metamorfose fotossintética.
Ver: de te quero ver. Câmbio Chris, os mundos são CROMAQUI.

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