ENCICLOPÉDIA EMPÍRICA DA PAUSA


(fotografias, andré nunes, 2008)
A medida que o amarelo solar desocupava a beirada do horizonte, e o azul da prússia noturno exacerbava-se nas tonalidades da luz , ele migrava aos postos já ocupados. E condensava a vida rarefeita no entremeio dos trajetos. Eram suas linhas de fugas, bandeiras de guerra e forças tarefas de trabalho.
De um lado uma vertente de verde excêntrica valendo-se do efeito amarelável. Do outro, e que agora ele acabava de adentrar, uma verdade verdejante mais concêntrica, para as horas de pausa nas quais ele, no interior do maquinomovel, refletiu sobre as mobilidades de expor-se assim.
Numa quebra dessa homogeneidade tonal, em busca da própria verdade, recorreu a vermelhidão complementar do espectro vivente. E seu trabalho sobre o gesto de pintar se deu por continuação.
O que se acompanhará, aqui, nessa breve ENCICLOPÉDIA EMPÍRICA DA PAUSA, são achados e achismos que ele foi desvelando para si numa espécie de códice registrado. Foram esses, cadernos usados por Al Jazari e Leonardo da Vinci ( de quem falaremos em breve), em seus inventos MAQUINADOS. E ele, em seu maquinomovel segue em busca de um corar-te.

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