OUTRAS INSTRUÇÕES : A SEGUIR PARA TI


(fotografia, andre nunes, 2008)
A minha parte, a que me cabe agora, enquanto nelito do marapé, será sempre construída de idéias. Um excesso de palavras que se repetem em imagens que povoarão a órbita da região ausente. Um espaço entre aquilo que estava dito e aquilo por dizer. Uma linha tênue, de aparência transversa. Como um risco frente ao dilema identitário. Transformará aquilo que era vontade de comunhão em abnegção do dejeto. Aqui, meus amigos virtuais, reside o território a ser ocupado pelo andré, mas ele não sabe bem ainda.
O cara tentou de bom grado praticar a benevolência frente ao disparo do acalantado amparo do grupo eletrônico. Mas teve sua ironia (não sendo a mesma nem doença da alma nem desgaste ético) posta como supetão de encontro. Acabou o tempo do evento, e aquilo que foi apontado não é de seu conhecimento: a forma que tomou no ensaio frente a produção do saber oficial, foi atendida em seu pedido: inclusão fora disso ! Ele é craque em esquivar-se. Uma pena pois estaria mais conectado caso não reagisse as situações dadas pelos outros ao ofertarem uma certa crença. Crença na continuidade dos processos de crescimento e estabilidade ambiental e material, o que é traumático para ele, pois são esses dogmas que referem-se à pastoriar pessoas e rebanhos e a questão dele tem haver com perda rápida da fé .
Tolice essa de sua cabeça infantil, questionar a forma como a gestão dos saberes foi ativada? Não era bobeira brigar por valor tão baixo? Não, não era. E o motivo? Trata-se de pensar em futuro. Trata-se de tratar crianças e pessoas. Trata-se de descobrir com os mesmos, valores de integridade a serem afirmados.
Debateu-se a forma? Não.
Tentou. Mas a censura de corte era alta e o retornável da conversa baixo.
Como é que alguém que institui um mal estar (e sabe alguns dos motivos que levaram a instituição do mesmo) se aproxima realmente de um agente, em uma noite e na manhã seguinte, olha nos seus olhos, arrodeia, sabe que pode concertar o mal entendido, mas não tem a pachorra de dizer: perdão!?
As instruções para vidas vazias, são instruções movidas do experimento passado. E são instruções que ordenam novas vias de futuro. E cabendo passado. E cabendo futuro, são elas instruções presentes. Presença no limite, o limite da ausência.
Quando há dias atrás recebeu um recado, pôs-se seriamente a tentar esclarecer. Questionaram-lhe o que era isso aqui que agora te aparece aos olhos e que sua voz interna registra numa melodia de pensamento. Perguntaram o que era isso aqui. Estais entendendo?
Isso aqui. Que seu olhar viu, ou sua visão olhou, sua voz interior disse lendo para ti: Isso aqui.
Isso aqui é uma mistura, um híbrido, entre máquina de ver, máquina de falar e máquina de meu ser.
AS INSTRUÇÕES SÃO MANEIRAS DE OPERAR APARELHAMENTOS. Daqui em diante, ganham novo lugar:
http://www.aparelhamento.wordpress.com/
saudações
nelito do marapé

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