O TEMPO TEM O TEMPO QUE O TEMPO TEM

(foto, zé beto, 2006)

...um tempo-fragmento-capturado em duração lenta. Ordem provinda do sequenciamento desconexo de imagens e idéias que convergem para uma certa ironia, apresentada numa relação de estranhamento entre a dança-água da onda e o homem-sujeito?
Esse tempo movente conspirador, que molda um olhar contemporâneo e por vezes até destitui o homem de seu lugar de sujeito, destaca-se numa possibilidade de utilização da “narrativa fotográfica” enquanto suporte de emissão de uma opinião a cerca do homem, do poder, do mundo e, sobretudo da vida.
A imagem veiculada mostra mais do que apenas esse um modo de narrativa? Narrativas são uma forma de se elaborar idéias em discursos? Um modo de poder transitar do FAZER-OLHAR para o FAZER-FALAR? Que outras formas de se cuidar e estender as ações e entender as tragédias humanas nos são possíveis? Se a simples presença da ação é o primeiro elemento essencial ás narrativas, e ainda também a presença dos sujeitos-agentes e dos fatos-acontecimentos, então estaríamos trabalhando na construção do livrar as pessoas dessa outra parte indizível que firma presença e “acontece no existir” da imagem? Que ações a ação de construir imagens transforma em possibilidades e são possíveis durante o fazer? E mesmo quando pensamos em ações, já estamos pensando em narrativas?
Talvez seja tempo de nós nos remetermos a uma leveza existente na transitoriedade, intensidade instalada num tempo de curta duração, transportável para outras territorialidades do durável e do/para o sensível, visto que a materialidade presente nos corpos de nossos trabalhos na contemporaneidade tem apresentado característica de ocupação que se direcionam para um lugar de não resistirem a passagem do tempo. Algo que, assim como a fotografia, desafia os limites da obra deslocando a durabilidade da mesma para um território temporal da BREVIDADE.
como dizia a personagem da TV, cada mergulho é um flash! abraços!!!!!

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