PETITE NARRATIVE


Para além da idéia imagem, a memória forma um lago superfície-espelho. Mergulha-se incomensuravelmente. Pode pois a água fria viver sem o peixe vivo? Ele vinha caminhando pela mata, perto e longe, cuja saudade era mesma distância percorrida. O lago-memória-saudade-superfície-espelho era um rejunto de água dos tempos antes quando essa não liquefazia-se a partir de métodos de desalinização do oceano-spectrum enorme enquanto dure.
As árvores trilhavam o caminho da chamada Natureza forte frente a Cultura linguística. E também menos sintéticas que as fabricadas pelas coordenações ambientalistas. Sofriam de processos fotossintéticos e produziam nas trocas elementais entre água (provinda do lago através de absorção da raiz e da chuva cíclica pluviária) e solo (ainda não capitalizado em pedras e alqueires) produtos básicos que davam início as cadeias alimentares e sustentavam os ciclos oxigênios necessários aos pulmões.
O peixe vivo, que essa é sua petite narrative-não se engane, evoluiu para forma anfíbia sapal.
Fez do plano solo um lócus operação do ciclo vivente. Por vezes, a empreitada tomada pela força vitalícia e pela forma anfíbia retornavam aos planos fluidos para ali se proverem em reflexões. Era esse um tempo -superfície-espelho-lago, e Narciso, para além do tempo memória perdia-se em-si-mesmado de perceptos-afetos-constructos.
Dizem as vibóricas línguas, (evolução da forma anfíbia?), que o mesmo enlouqueceu de sua imagem passada, como se a mesma fosse nada mais que um fantasma contornando o tempo capturável pelo olho-história-idéia. Vai saber!?!

(ilustrações, andré nunes, 2008 e 2009)

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