OCUPAR-ACIONADOS?

(FOTO DO ESPETÁCULO GOELA ABAIXO, Companhia INGOMA, Funarte-sp, 2004)
Faz tempo que eu não escrevo direito, mas sigo levando informes aqui. Hoje revi essa foto, ela é uma imagem-produto de um espetáculo montado com um grupo de uma oficina de dança, coordenada por 3 terapeutas ocupacionais, a qual fiz parte nos idos dos 2000. Saudades da Daniela e da Renata!!!
Eu não mergulhava nos estudos sobre T.O há um tempo, lia coisas afins, etc e tal. Mas atualmente tenho descoberto coisas muito boas de nossa produção. São de uma riqueza de envolvimento, de uma beleza tamanha que vale a pena dividir isso com vocês. Aguns links estão no final dessa postagem.
A gente não percebe muito bem o feito, quando fica próximo demais da questão. Ou melhor dizendo, quando está mergulhado até o pescoço com a prática clínica e pouco tempo sobra para estudar, acabamos por não dar o devido cuidado com o que dizemos sobre isso. E nosso discurso fica um tanto quanto "desatualizado". Se é que quem produz a informação acadêmica legitimamente, realmente é quem incorpora a ponta da atualidade informativa, tenho cá minhas dúvidas...
Mas, poder acessar via leitura outros pontos de vista sobre situação paralelas que dialogam com alguns preceitos nos quais nossas práticas se afirmam é algo bastante potente. Descobrimos que podemos não estar tão sozinhos. Ler tem essa maestria, te mostra o mundo redigido de outro foco através de uma forma de ideação representada pelo gráfico das palavras alheias que vão se tornando familiares.
E quando a gente vê aquilo que um outro sujeito escreveu, que um outro ser humano grafou-gravou em signos, nossa transformação é quase que imediata. Comunicar pode ser uma forma integrativa de aproximação.
Comunicar pode ser uma maneira de acionar uma ocupação.
Tenho pensado sobre isso. Fotografias, pinturas, gravuras, desenhos... tudo próximo a uma ilusão. O mundo "sub-réptil" é da imagem. Nem todas tem conotação expressiva, comunicativa, tem aplicabilidade, tem contato com o belo. Mas todas tem forma e formatividade.
Há vezes em que uma imagem é, única e simplesmente, o efeito do contato de uma substância reagente com uma matéria reativa, nem mais, nem menos nesse encontro. Só para voltar para a foto, o que a gente fazia era arte, em suma, comunicação não linguística!!!
abç
andré
TEXTO-LINKS BACANAS:

Comentários

Naiada disse…
Saudades da cia. e oficina de dança também!!!
essa foto é linda, linda!
Pra mim, o percurso acadêmico é um jeito de dar forma a alguma experiencia, vesti-la de palavras, etc... confesso que não tem sido o jeito mais solto, porque a forma-fôrma é bastante quadrada, chapada, mas vamos tentando re-inventar, encontrar outros jeitos de pensar e compartilhar as experiências e de tranformar esse jeito em outros, por imagens, etc...
beijos pra ti!
andre miolo disse…
sei, sei... já dizia a velha máxima terapêutica ocupacional dos tempos de vovó:
VOCÊ É AQUILO QUE FAZ!
Cozinha-se o ovo do "novo", quebra-se a casca que lhe garantia a forma. dentro encontra-se pelos, muitos. Demora-se o tempo de um processo, para no fim achar pelo em ovo é o de menos, duro é encaixar o oval no buraco quadrangular...
te cuida hein.
bjo
andré

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