Há quantos mil anos atrás?



(fotografia, andré nunes, outubro,2009)

Como diria Leonardo: Ê lerê!
Pode ter certeza que a onda vem grande, que o surf é certo, que o tempo é nosso maior irmão de fé, num costuma falhar! Já cantou o bárbaro doce!
Desses dias passados, pós congresso e pré novo ano. Eita que o aniversário está chegando, caem os cabelos, cai as pelanca, gravidade é causa ou efeito da calvice? Sei lá mais o que, o que sei é que o cucuruco anda destampando a cada dia.
Acordei com vontade de conversa, de atualizar as boas novas, de postar um trem que fosse, pra não deixar batido todo o visto e ouvido em Fortaleza. O amigo blogueiro Zé Otávio até pediu que mesmo atrasado as notícias viessem.
_ Zé, vou tomar postura e editar um texto bacana. Ok? Não vai ser hoje, mas vem no próximo mês, tá certo? o que passo hoje é que, depois de conversar com as pessoas que foram, o congresso deixou a desejar para muitos. Para mim, eu curti. Ver gente do brasil inteiro, muita moçada com coisas antigas sendo repetidas e coisas novas bem bacanas...
***
Ontem nas breja compartilhadas entre os teópticos da paulicéia, entre goleta e risada, soltei uns achismos que até podiam vingar. Não fosse a dose etílica anuviando a cachola? Papo de bêbo? Que quê o que!?
Pensa assim comigo: No último dia 13 de outubro a gente fez 40 anos de oficialização da profissão. Boa parte de quem ajudou a realizá-la está viva. Ou seja, temos em mãos a história viva através do corpo de profissionais que formaram todos os sistemas que nos conferem viabilidade e visualidade. Documentos, leis, dispositivos legais, transliterações acadêmicas, etc e tal temos como acessar. Mas  (sempre tem um mas-porém-todavia...) já imaginou que BONITO , isso mesmo, esses são tempos em que estou pela ordem do BELO, seria se pudessemos ter uma HISTÓRIA ORAL registrada. ENTREVISTAS, PONTOS DE VISTA, MEMÓRIAS AFETIVAS, MEMÓRIAS DE LUTAS POLÍTICAS MISTURADAS A LUTAS DE CORPORAÇÃO... rapaz, isso dava um documentário e tanto pra essa profissão que muitos se queixam habitar com pé na cozinha do não reconhecimento.
Uma vez ouvi de uma professora que T.O tinha pé na cozinha, lugar-laboratório onde muitas das coisas  da casa ACONTECE M e onde se FAZEM GRANDE TRANSFORMAÇÕES COTIDIANAS.
O Chopps paulista  estava bom. Ontem disse que T.O é que nem unicórnio. Raro ter contato com os mesmos no dia-a-dia. a gente se tromba vez ou outra, e leva até um susto. No congresso foi dito que somos um pouco mais de 11 mil. Desse total nem sei quantos por cento são homens, a maioria do corpo profissional é de mulheres. No congresso isso ficou evidente. Parecia uma grande classe de aula de terapia ocupacional , se os homens sentassem um ao lado do outro, ocupariam um pouco mais de uma fileira de cadeiras...
Tanta gente e falta lugar? Nos grandes centros a disputa pelas vagas  de trabalho existem, uma legião de recém formados em busca de um lugar ao sol. Mas  fico a imaginar quantos mais pelos interiores do Brasil, quantos hão de estar sozinhos, quantas vagas sem serem preenchidas por puro desconhecimento desse  sistema de saúde da existência nossa enquanto profissão-profissionais que podem exercer o direito de efetuar  cuidados. às pessoas Quantos hão de serem os únicos existentes nas cidades? 
E esses, que desbravam aventuras pelo interior desse país em formação, desse sistema de saúde em construção, dessa profissão a ser inventada pelo cotidiano a fora, quantos não estão a criar histórias a serem contadas para as futuras gerações?...
Pode ser, e não querendo ser pessimista mas na real acontece, que tais histórias nunca virão a tona, porque o interesse de conhecê-las, de mostrá-las, de evidenciá-las não é o interesse do conselho, da  academia, dos que na disputa pelos fatos e verdades deixam minguar aquilo que não trará um reconhecimento imediato. Ontem entre um gole e outro pensava: A GENTE DEVIA TER NA CADEIA DE ESTUDOS DA ACADEMIA UMA DISCIPLINA DE ATIVIDADE JORNALÍSTICA! Uma geração de terapeutas que sabem fazer notícia!!!!
T.O habita uma parte underground do sistema, pode não ser algo como um velvet, pode ser o lado brega  que é uma das formas que o underground toma. Mas se a gente puder aceitar que tem um quê de "brega,"  uma queda para o simples, a gente sai desse buraco e pula pro fluxo pop.
Eu fico imaginando o que seria uma POP TERAPIA OCUPACIONAL. Existindo em cada canto das cidades. O que seria isso? Seria simples de ir. Tô fazendo terapia ocupacional, diria alguém numa conversa qualquer.... meu terapeuta ocupacional apontou os modos como faço tal e tal ação em minha vida, em meu modo de existir... minha terapeuta ocupacional analisou minha funcionalidade com relação a ação de escrita ... é, como escreveu uma vez a Cristiane do blog vida em atividade: a gente é chique de tão simples.
mas enfim, vou ficando por aqui, porque minhas ocupações nesses quantos mil anos de vida tem me feito mais inteiro e feliz. O chopps acabou juntando raulzito e madame rita lee...
grande abraço e saúde
andré





Comentários

Unknown disse…
André.
gostei da ideia da historia oral, e hoje lendo, gostei mais ainda. Memória viva é bom, né?
Outra coisa: enquanto a gente falava da T.O. POP fiquei muito também com essa idéia na cabeça: da t.o. pop brega. Pensa só que o brega é "massudo" também, consistente. Só deixo o underground (a lameio velvet) pra ser pop brega.
Do contrário, fico assim.
Abraço.
(bem bom de ler o texto)
Unknown disse…
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