notícias do XI congresso brasileiro de terapia ocupacional 2009!

Fortaleza, outubro de 2009.




Tirei parte da tarde de hoje para postar notícias sobre o XI CBTO-2009, XI congresso Brasileiro de Terapia ocupacional, que está acontecendo aqui em Fortaleza-CE.

Faz calor ao mesmo tempo que, uma brisa sopra vez ou outra. Eu que do Nordeste só conhecia Salvador-BA achei a cidade meio parecida com algumas do litoral paulista. A Brasilidade faz com que a gente pouco estranhe o lugar. Não sei se isso é bom ou ruim, só sei que lembra e muito uma frase da música do Caetano Veloso: “ tudo é construção e já é ruína.”

Caminhando pelas avenidas, ao sol forte os paradoxos da vida e do povo aparecem durante o transito. A Monsenhor Tabosa (uma mistura de Oscar freire e Brás), na qual se instala o hotel onde o congresso acontece, é um exemplo desse mundo contemporâneo em que vivemos. Várias lojas de roupas, calçados, algumas de renda (artesanato), agências bancárias, lanchonetes, crianças e pessoas pedindo dinheiro em frente a lojas onde uma sandália pode ser comprada pela bagatela de 218 reais. Vai saber?!?

Mas enfim, vamos às boas novas do CBTO-2009.

A abertura ocorreu dia 12 de outubro, com o coral da UNIFOR cantando o hino Nacional e uma música do “cancioneiro popular” (assim foi dito pelo mestre de cerimônia). Como uma onda no mar, de Lulu santos foi elevado a tal categoria, pop-rock-brasileiro pros ouvidos, vai ouvindo e vendo!!!!

Após tivemos as falas das seguintes pessoas;

Érika Nobre, Presidente do congresso (entre outras funções representativas), referiu a vontade primeira do grupo de trabalho, do mesmo ser um encontro científico, mas ao longo do processo foi se tornando um encontro para além disso. 1142 trabalhos científicos foram inscritos, um recorde dentre todas as edições. Terminou com um cordel, escrito pela Dra. Maria de Castro, que dizia sobre a T.O, o congresso, e tipicalidades da cultura da região.

Dr. Roberto Matar ( COFFITO) falou em geral sobre o baixo valor da remuneração e atendimentos em T.O.Que são esses frutos da existência de poucos cursos de formação e da necessidade de informação estratégica para propagar a profissão. Questões essas efetuadas ao longo dos tempos pelo Coffito. Também refletiu sobre a necessidade de infiltrarmos nas políticas públicas, e do baixo número de T.Os envolvidos nessas e nos regimentos de serviços de saúde e  orgão da política. Apontou para o paradoxo existente na prestação de serviços e mão de obra em T.O, onde 80% dos profissionais cuida da saúde de 20% da população que necessita, e que desses apenas 20% dos profissionais estão inseridos nos serviços públicos para cuidar da saúde de 80% da população inserida nos mesmos. Que nosso exercício de cidadania e vontade política são extremamente necessários para o futuro da profissão. Disso dependemos. Alertou para um evento a ser realizado em 25/11/2009 na OAB de Brasília. Lá acontecerá a 1ª. Conferência Nacional de fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Dra. Carlene Borges da ABRATO falou sobre os 40 anos de regulamentação da profissão. Batalha essa traçada no cotidiano do fazer técnicas, ciências e políticas. Que o cotidiano habitual ao ser humano dá-se pela presença no dia-a-dia de escolhas. E efetuar escolhas tem a ver com gostar, respeitar e celebrar. É necessário sair da prostração e gerar entusiasmo como potência. Potência de CUMPLICIDADE, para que

Nossos atos sejam escolhas voluntárias. Agimos regidos pela lei da ação e reação, e a T.O tem a força de uma jovem de 40 anos, uma força jovem, de profissionais pautados pela ação e reação das qualidades dos sujeitos de ação que somos.

Dra. Paola Mendes da WFOT ( World Federation of Ocupational Therapy), anunciou o convite para congresso internacional de T.O, no Chile e, maio de 2010. Disse que nossas essências de trabalho, essência de objeto de ação e essência de prática devem fazer elos, principalmente no discurso. Mencionou os 50 anos de T.O na América latina. E que a T.O do Brasil é muito reconhecida pela forte disciplina com que cria seus modos de produção de saber. Ampliou nossa questão a cerca da baixa produtividade escrita e reconhecimento da T.O, referindo que isso não é apenas um problema brasileiro, mas da América latina como um todo. E da necessidade de fortalecermos nossas associações e sindicatos.

Dr. Ricardo ( o sobrenome eu não consegui saber) falou sobre a necessidade de fortalecimento das associações enquanto dispositivos políticos de representatividade para construção de projetos de leis inclusivas aos t.Os em todas as áreas de abrangência, principalmente aquelas cobertas pelo SUS. Isso não como plataforma de empregabilidade dos profissionais (campo de Trabalho), mas sim como DIREITO DAS PESSOAS SEREM ASSISTIDAS por nossos modos de ação e conhecimento.

Por fim, tivemos um coquetel com direito a vinho branco, salgados e forró...

Enfim, conto mais depois,

Abraço

André Nunes

Comentários

muito bom ter notícias do congresso de to para quem não teve oportunidade de participar. Mesmo atrasado, conta mais... um abraço de admiração,
José Otávio

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