MAR-MAIOR


(ilustração, andré nunes, nov-2009)

Era após o uma vez. Essa história não era de era alguma. Não era uma vez. Nem é ... nega-se o causo de caos, nem será essa conto de caso. Nada, nem era, nem é, nem será. Não há rei, pois que esse deixando o tempo no domínio do não, fez do ser-se assim reinado. Não sendo dele mais papel e sim tornado., deixou para os seus lugar de nada.  Faz de conta que há reinos e faz contas do assim de peixes que desaguam. É a história de um marujo que vive de voltas pelo mar-maior.Defronte o grande  liquefeito meio, que transparece a forma ao tronar-se essa, ao transpor seu conteúdo no tornar-se  tal qual era. O marujo sabe que há.
De gelo, aos poucos, num pingado de "io" ritmado. Como um ponto que abrange todo e qualquer desenho.  Como um beijo que escapa pela boca do desdenho. De um velho que deseja ter suado um pouco mais, com os corpos que lhe abriam seus desagues, com os copos que sorviam calores e ares. O marujo conhece o balanço da corrente. Faz de conta que te trago um lembrete. Um aviso de que a chuva vem e passa. Por entre tantas geografias e falácias, por entre seres congelados em falésias de seus pares. Ele sabe lá de longe a terra firme.

Posto que cicla, como a roda do moinho e seus ventados. Evaporam-se as idéias, os achados.  E se guardam  transparências nesse estado, ora enfim percebam, que não é pelas vistas que o amor em nós se exala.O marujo vive de voltas no que nele está no há. Esquenta as dobras, derrete as sombras. Vapor ou bafo arremeda suas sobras.  Sobe por fim, como o sibilar da língua dos sapatos, sempre sendo seus sabores, sobresaltos. HÁMARAMOR, HÁMARMAIOR.       

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