(?) (?) (?) (?) (?) VELVET TALIBAN (?) (?) (?) (?) (?)


(fotografia, andré nunes, jun-2009)

Detonar. No melhor sentido que a palavra pode ter. E é conto desse jeito, encontro num texto que parece misterioso, um meio cheio de labirintos, particulares modos de ver os guardados próprios ou apropriados. Ao singular que há em todo escrito, pois todo texto e contexto que o carrega tem em seus corredores de passagem: palavras-caixas-pretas registradoras. Como se após a cena inaugural do novo milênio, cada um que viu o ato e o leva carregado na memória, derrubasse pelas vistas suas caixas tantas altas: VELVET UNDERGROUND TALIBAN.
Um bip, um pino, um registro viscoso dos olhos, uma voz silenciada na cachola explosiva azulada, sim, sim, aquela voz silenciosa que nos ocupa a cabeça, essa que nos acompanha durante o ato da leitura. E essa emissão, essa voz que te confere as palavras, que ocupa seus sentidos, é uma grande chave do sistema. Desde quando ela foi feita (?), como foi construída(?)... já percebeu isso? Que quando você lê, e seus olhos dão a essa voz silenciosa tamanho poder, ela ocupa seus sentidos, é como se você fosse um outro, é como se você fosse um duplo, é como se você fizesse parte de um exército exercitado. Te educaram, você foi à escola ou ao menos foi alfabetizado... não, não que essa voz não seja sua, muito pelo contrário. Essa voz é grandiosamente sua.
Se ela te diz, se ela te narra ou te descreve pelas vistas, ou o quê ela te diz... não, não entro nessa trama do que seja uma narrativa ou uma descrição intermediada pelos sentidos audio-visuais. Mesmo porque, nos tempos atuais, depois da queda dos andares, ocupamos um intermédio disso daí. Ocupamos um espaço entre a narrativa e a descrição.
É como se a gente fosse o tempo inteiro uma página já escrita esperando a novidade chegar. Se a novidade vem do mar, se a novidade vem do ar, não se tem como saber. A daqui sendo feita vem da eletricidade. Transita num sistema ELETRO-TÔNICO.
Porque desse LUGAR, disse lugar, agora. É que durante muito tempo fiquei preocupado no pensar ser entre espaço e tempo... E definitivamente aprendi que quando se reveste um espaço de afetos, de singularidades, esse espaço deixa de sê-lo, torna-se lugar.
E se caíssemos na clínica, pousaríamos ou despencaríamos próximos ao tal do setting. Já ouviu falar? To set, algo próximo do montar-mostrar. Setting tem haver com lugar. Algo derivado do espaço-tempo. É um lugar que as pessoas, durante suas atividades na vida, e aqui também cabem os cuidados do terapeuta, elas passam a ocupar uma diferença em si. Toda vez que a gente passa a ocupar uma ação, uma atividade que possa ser analisada, a gente está construindo um lugar no mundo para nós pessoas, está conferindo um modo de ser dessas.
Um lugar... o maquinomóvel é um LUGAR.
SEJA BEM VINDO SEMPRE
saudações
andré

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