Sopra





Sopra e uiva a fumaça em estalo de brasa. Concreto. Sulfato ferroso correndo nas veias. Adensa. Abarca um ritmo cardíaco desse vibrar colérico. Agora, dá aqui sua mão. Sem esse medo que insiste em estar posto. A queda é inesperada. Tenho necessidade de ver suas linhas. Marca entre um monte e outro de carne o que se passa. É aquilo que estou a te mostrar. És livre. Compreendes? Não sei mais como te traduzir isso. Houve o tempo corrido das horas desse dia. Em todos seus minutos estive aqui, presente. Ao findar do tempo, ouvi você chamar. Posto que é chama enquanto dure. Assim tinhas sem saber que era isso. Sopro-te então as vias, adentro. Como um grão de orvalho a cair por entre os dentes. Refresca sua memória esquecida. Que rosna entre sonhos se mostrando em sorrisos.Cinismo que se assume seu. Os pelos a sair por entre os poros. A pele se irritando em crescimento. Mostra-me teu corpo envelhecendo. Que cor tem a fumaça do pensamento que se crema?

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