... eu sei que você sabe...




Por conta de uma dor na planta do pé, minha pá pelada na palavra, hoje entendo que essa caminhada prosseguinte é lenta.Para a Psicossomática:

ESPORÃO                                
Falta alegria para ir ao encontro das experiências da vida.
Não vou criar uma ilusão ideada, sei que avançar é difícil. O medo do desconhecido é paralisante. Até aqui nada de novo. Vou ter que cuidar do que seja alegria em mim.. Aquilo que secretamente angústia, aquilo que é confuso, que dá insegurança nessas alturas parece ser o que ordena. Quanto mais me distancio do reconhecível mais duras ,  nítidas e contundentes se tornam as arestas do que temo. Daí sim... desse ponto aqui sigo.
Em momentos assim uma voz fraca aqui dentro diz: " Ouça,o avanço é possível,. Saiba que antes houveram aqueles que puderam ver o que ainda não era explicado pela ciência atual. Não há desentendimento. Vivifique o experimental!"
Sigo numa perseverança, com um estalo ressoando: vivificar o experimental. vivificar o experimental., vivificar o experimental... Não quero me ater ao repetir aquilo que não seja possível reconhecer como princípio. O começo não está fora de mim. Sim. O garantido só tem validade para o passado, nunca para o futuro. Frente a isso percebo, difícil é sustentar um sistema imaterial. É algo da ordem do absurdo, pois o que ainda não é possível existir materialmente não pode ser cristalizado na matéria?
Somente ao intuitivo essa abertura é dada, em mim o terapeuta assim como o artista,  através de seu talento, podem abrir esses caminhos.
Ao assim nos posicionarmos subimos mais um degrau no avanço da vida almejada, ALMA-JÁ -da. Uma boa parte da angústia se dissipa. não será preciso te dizer.
Novos tempos virão ao nosso encontro, quando novas formas de linguagem forem possíveis de ser estabelecidas para permitir que novas verdades possam ser expressas à humanidade, e essa estará pronta para escutar.
Lembro aqui Kandinsky, para quem quando a religião, a ciência e a moral são abaladas e os apoios exteriores ameaçam desmoronar, o homem volta seu olhar para si mesmo. Nessa operação, as literaturas, a música e a arte são as primeiras áreas afetadas e onde é possível transparecer a consciência da mudança do rumo espiritual.
“A palavra é um som interior. Esse som corresponde,..., ao objeto que a palavra serve para designar. Se não se vê o próprio objeto, se apenas é ouvido o nome, forma-se dele no cérebro do ouvinte uma representação abstrata, o objeto desmaterializado, que não tarda a provocar uma vibração no “coração”... Uma palavra que a gente repete... acaba perdendo toda a referência a seu sentido exterior. O valor, que se tornou abstrato, do objeto designado desaparece; apenas subsiste o “som” da palavra.”.
No caso elegido da palavra, Kandinsky afirma-a dizendo que essa tem dois sentidos: um que é da ordem do imediato e outro interior. A palavra assim é tida como pura matéria da poesia e da arte, e “única matéria de que essa arte pode servir-se e graças á qual consegue tocar a alma.”.
Ao referenciar diferentes artes é possível, como Kandinsky  percebeu, que as diversidades artísticas instruam-se reciprocamente e persigam os mesmos objetivos, uma espécie de integralidade útil do valor interior do que está impresso em si, uma espécie de liberdade sem a qual a arte sufoca, um estado de espírito de cada época que recebe um tanto de “liberdade” dela e que cada gênio utiliza-a sem poder ir mais além do que um determinado ponto, sendo que essa medida é esgotada por inteiro vez por vez, e sempre o será.
abraço 
andré

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