zazueira é aqui.

e aqui estamos,

tomados pelos recém encontros estabelecidos na arte e na clínica, trago até nossa presença algumas considerações feitas durante esses últimos tempos em que estive afastado desse cyber-espaço. nunca deixando de visitá-lo, opa!
Vou pegar carona nessa atividade que realizei durante esse mês passado e que registro aqui aos interessados em tomar contato. 

Bom, é certo que cada clínica assim como cada arte é fruto de seu tempo, sua época e por assim suceder, carrega em suas produções partes outrora já experimentadas por outros humanos em passados remotos.
E por mais que nós demarquemos as obras passadas em temporalidades outras a das obras atuais , ousar buscar inspirações em outras épocas nos enraíza de fato. Mas pode também  trazer em si um peso e uma atmosfera espiritual oca, sem ecos na alma das pessoas que assistimos no agora. Tradição nunca foi nosso forte, e a tendência disso aqui em ser DEVIR, acaba  por não apresentar condições de afetar o sentir em vibrações que ressoem vívidas, pois muitas coisas são produtos incompletos de épocas anteriores . Já vi isso antes???? pertencemos ainda as mesmas? Tenho que lidar com a/o: CLÍNICA/CUIDADO DILUÍDO ( um conceito que se encontra em textos outros aqui do blog), e isso requer desapego das certezas. Assim sigo...
O movimento novo, não mais aquilo que se possa  denominar de  “fazer por fazer"/ "arte pela arte", dá  agora a mim um certo distanciamento entre o terapeuta e o artista, por mais que as identidades ainda cismem em serem híbridas. O primeiro não encontra ressonância interior frente àquilo que atualmente faço em arte e o segundo tem suas forças dispersadas sobre uma tônica de utilidade da arte para devidos fins, clínicos...  Quando é que minha arte tem função de terapia? Estou  ainda desvelando cotidianamente isso.
Como saída proponho compartilhar esse possível aqui, trate-textos que venham construir uma  modalidade  de educação não-formal. Ou melhor, INFORMAL , no sentido que a forma O INFORME, ainda busca  em mim um espaço pro conteúdo dispendido nessas tantas palavras  desses anos todos. Ao leitor peço  apenas compreensão. Compreensão do tempo para me acompanhar até onde esse viver  não se encerre no presente, mas vislumbre presenças em um tanto de futuro.
Muito aprendi hoje, com Eliana Furtado, e em seus pensamentos me lembrava de Kandinsky, que centra sua postura frente à vida num cerne espiritual, onde a arte é um de seus agentes, transferindo à mesma a tradução de um movimento complexo, para frente e para o alto; características próprias do conhecimento com sentido profundo e finalidades. 
“Ele vê o que será e o faz ver”, e nesse movimento arrasta o moinho da humanidade, a fim de produzir a soltura daquilo que lhe produz retenções na evolução.
1.       grande salve a meus compadres e comadres da arte e da terapia ocupacional. inté. andré

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