ABRIR

(fotografia, andré nunes, barcelona, 2007)

Através eu vi, não sabia desse segredo, te confesso. O gesto de romper a casca utilizando a ruptura da materialidade presente, numa tentativa torpe de sair para outro clima, numa tentativa trapo de quando depois voltar não mais muito haver reconhecimento, numa experiência de provocar esse estranho, esse não estar claro, esse meio deixar perplexo, esse brincando com a palavra como se a mesma fosse mera imagem a se abrir para uma mudança de estados possibilitadores de animações, num gestar uma forma fonética trampolim de liberdade. Eu te secreto, viajante, tem me levado a descobertas tantas, que assim que saí em busca de dados, ao abrir as portas dos sítios infoviários, abrir as páginas em buscas conseguintes para dar movimento aquilo que agora vai a seu encontro, e as vezes parece escapar... Eu te digo, é um caminho válido.
Colágeno, colagem, colóide, coloidal. O mundo, esse mundo da maionese dada pelo clicado gesto grato - agradeço novamente a você- pareceu-te simples (?), mas foi de extremada importância por ter produzido uma espécie de ruptura na superfície que vinha em acontecimentos narrativos. E nesse encontro, do nOVO com o ÓLHO, pude ver num agir "simples" - fazer maionese - pude ver que as misturas não são, nem nascem, iguais. Há tipos de misturanças. Há soluções. Há suspensões. E há COLÓIDES.
COLÓIDE: [do grego kólla, cola + eîdos, forma], adj. que se assemelha à cola; s.m. mistura de uma substância dividida em finas partículas insolúveis (chamada fase dispersa), usualmente de dimensões entre 1 nm e 1000 nm, uniformemente dispersas num meio contínuo (chamado meio de dispersão).
As partículas particularidades dispersas estão em constante movimento errático. Movimentos de vai. Movimentos de voltas. Movimentos de fuga, movimentos de aglutinar, movimentos de escape, movimentos que conseguem por vezes dar forma e que causam um certo estranho desconforto, mas que em suma-sumo-suco ácido, possibilitam criação e alteração da matéria.
saudações, viajante, a tampa-porta do maquinomovel ocupa um abril.
andré

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