OITAVO PASSAGEIRO

(fotografia, câmbio chris, santos, 2007)

É uma batalha diária num terreno tão longe tão perto. Aquém do que se possa imaginar, cada um carrega mesmo um alien dentro de si. Um força instalada na surdina, que aos poucos vai tomando conta de parte de sua interioridade até que se esteja comprometido nesse processo de propagação da força-estrangeira. Perceber a gravidade disso é algo que nos move a remoção do imprestável da legião.
Essas página vindas e vindouras que se seguem são espécie de descarrego. Descarrego paisagens, passagens, situações, ocupações, encontros e criações. Dessa forma mais livre. Não me amparo nem me atenho a normas de formatação pública ABNT. Essa escrita é pessoal e informal. Lançada ao futuro, deixada em rede no registro do passado. Está tudo aí, aberto a visitação, aberto ao diálogo, aberto a composição em pares e partes maiores. Nada em secreto, tudo escancarado.
Por vezes tenho vontade de dar o troco a quem ainda, em legião nutro vingança. Vingança no sentido de forçar para que os outros possam ver que desse lado aqui há uma pessoa que tenta na precariedade do cotidiano criar seus meios e suportes para expressar um modo de ver a vida.
Do descarrego embrenho um desabafo. Me cansa e muito, a forma como as pessoas evitam trabalhar, a forma como as pessoas desvalorizam as criações dos próximos a si, a forma como algumas pessoas tecem seus excessos de críticas sem ao menos se dar conta que talvez o feito por alguém seja algo do possível para aquele alguém e que isso nem sempre é integralmente concordante com o que esteja posto nas relações.
As pessoas criam, e muito, ilusões de complementariedade, algo que se parece com a relação entre o fumante e o cigarro. É uma ilusão de preenchimento, é uma ilusão de proximidade. Quando se torna evidente isso, há quem critique, há quem humilhe, há quem entristeça, há quem não se enxergue e nisso desconsidere um outro jeito de se levar a vida. Vou exemplificar em fatos, que ocorreram e ainda ocorrem. Sei que ao estar assim fazendo, estou me pondo em território de ignorância, no sentido de não saber o que então passará a acontecer.
Nesse 1 ano de maquinomovel, ficou muito evidente para mim, a forma como algumas pessoas fazem uso disso enquanto meio desvirtuante, não vicia nem torna-se dependência, mas gera uma outra forma de relação sustentada na curiosidade.
Sei de alunos universtitários que buscam nas palavras aqui expostas algum quê de potência para prosseguir, talvez vejam aqui uma possibilidade futura de articular seus pensamentos e experimentar outros modos (diria futuros) de se compor ( ainda tá valendo a pena priscila !).
Sei de profissionais formados que acompanham os enredos aqui narrados e valorizam apoiando e linkando em seus compartilhamentos (valeu, zíngaro!), e acreditam na rede enquanto estratégia de combinação. Veja esse novo site da Zíngaro, e lá deixe seus relatos: http://eucolecionohistoriasdeamor.blogspot.com/
Sei de pensadores que ora odeiam (porque não dizer invejam por estarem engessados?)a possibilidade outra de assim compor e ora qualificam isso- dependendo muito de como isso vai sair na conversa e com quem estejam conversando ( né, érica!) passando assim a criticarem coisas sem fundamentação alguma simplesmente por não entenderem que é possivel compor de outro jeito sem ser trabalho apresentado a disciplina acadêmica- como já disse não tenho que me sentar numa cadeira universitária e formatar meus pensamentos a troco de um título que para mim não tem sentido, para quê um mestrado se não desejo seguir carreira acadêmica? Acho bacana quem para si tomou esse labor, mas para mim que me conheço bem, não me serve e não sirvo para isso. Ademais, não sei porque se pré-ocupam falando disso e perguntando aos outros como vou ou estou. Porque se essa pergunta é feita a quem está próximo num intuito de saber se há algo em segredo sendo composto, digo de cara, não trabalho assim , está tudo aqui escrito é só entrar e ler. Não gosto dessa coisa corrosiva nem da forma como são feitos os trabalhos em muitos setores da universidade. É uma escolha, ninho de cobra minha vidinha já tem bastante!
Sei de gente que se contagia com as coisas escritas aqui, e levam elas adiante simplesmente por gostarem( né, quarentei e grande coletivo!!!). Acho isso bom. Assim como sei de gente que já se contagiou com as coisas escritas, e por desagrado de instantes formataram uma ruptura com isso, mas que em surdina continuam a acompanhar o desenrolar do novelo (né, leleco?).
E sei de gente que acompanha essa engenharia maquinomovel, que agora entra num estágio outro (tá chegando, Sagu!). Estamos caminhando para uma nova configuração: EM APARELHAMENTO.
Pra finalizar esse, depois de nomeados sete passageiros conhecidos,volto a dizer desse oitavo aqui e do cigarro. O remédio que comecei a tomar está fazendo efeito, a vontade diminuiu bastante. E descobri que não é somente de nicotina que se fica dependente, mas há um gosto do tabaco que também tanto gosto no cigarro. Talvez as pessoas se tornem dependentes de seus gostos na vida. E isso é ruim?

Comentários

Anônimo disse…
voce ta bravo? ta de bode dessa tal de erica?
ce sabe, mulher e' foda. Gente, elas nao tem nocao. nenhuma. nenhuma.
Voce sabe porque mulher gosta de usar maquiagem e passar perfume?...
Porque ela e' feia e fede!!
Fede mesmo. Principalmente quando elas tem aquele visitante mensal. Argh!!!
Oh... se acalma. Vai no cinema e ve mais televisao. A televisao tem cada coisa boa...principalmente na Rede Manchete. Gente, que canal bom.
Cade a Vera Fisher?
beijao
andre miolo disse…
Nem todas são feias enm fedem. A Vera é uma!!!! e o mais legal, ela acompanha nos birinights!
hehehehe
abraço !
Anônimo disse…
Bom passei por aqui, acho que é um habito, ou será um vício. Nem todo vicio é malefico!
Fico anônimo não por falta de coragem, não é minha marca...apenas para não causar incomodos!
Parabéns! tô gostando de ver !
Agora realmente voce ganhou voz!
Saudo tua coragem e força

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