BALA 1

(ilustração, andre nunes, 2008)

“Quase desde o começo eu estava profundamente consciente de que não havia uma meta. Nunca espero abarcar o todo, mas meramente dar em cada fragmento isolado, cada obra, a sensação do todo, à proporção que vou escrevendo, porque estou escavando cada vez mais fundo a vida, escavando cada vez mais fundo o passado e o futuro. Com essa escavação sem fim desenvolve-se uma certeza que é maior do que a fé ou a crença. Torno-me cada vez mais indiferente ao meu destino como escritor e cada vez mais seguro do meu destino como homem. ... Bom e mau saíram do meu vocabulário. Pulei com os dois pés no reino da estética, no reino amoral, aético, não utilitário da arte. Minha vida em si se tornou uma obra de arte”. (Miller, 1987, p. 22).

MILLER, H. – A sabedoria do coração, LPM, Porto Alegre, 1987.

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