FOLIA DE PASSAGEM.


No dia dos Santos REIS, recebemos hoje a visita de uma folia na unidade de saúde mental. Ornamentados e ornados de fitas multicoloridas, carregavam entre cantos e batuques um tanto das tradições vivenciadas em muitas cidades do interior desse país. E toda tradição implica em memória e saber em transmissão. Toda tradição abre no tempo e no espaço das relações algo da ordem do ritual, do religioso, de um saber que vai para além da razão.  Acho que a gigante diferença estava dada também pelo inusitado, por isso ocorrer em uma cidade de tamanha proporção da capital. Um lugar onde muitas vezes pessoas se esgotam e enclausuram em relações de indiferença de uns para outros.
Ao som de Calix Bento cantamos em conjunto e experimentamos  mais uma vez ocupar uma duração e densidade através de uma atividade, uma EXPERIMENTAÇÃO NA MASSA REAL:

Pudemos relembrar algo, que na correria da cidade grande muitos de nós acabamos não entrando em contato. Deixamos de lado por esquecimento? Poder receber esse cortejo valeu enquanto experiência de resgate de algo popular, algo do povo,que em sua alegria abre espaço para a entrada da criança no círculo das relações sociais. Assim como anuncia o transcorrer dos dias para além do nascimento, festa tipicamente católica anuncia que os tempos são de passagem. A parceria com o grupo de batuque da "Associação Minha Rua minha Casa" valeu louvores pela força de junção de andares. Até quem estava no térreo, subiu.
abç
andré

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