Caro vivente,
por ordens dessas e de outras questões ofertadas por mim dentro da incessante busca humana e sua tentativa infame de reverter parte de meus traçados frente ao vindouro, forma velada de rebeldia de tua parte sob meus desígnios, é que mais uma vez te digo. Cala-te frente a tua ignorância.
Não sabes de onde vim? De quem sou filho? Para onde vou em meu rumar aparentemente distante? Velar verdades a essa hora do viver não te confere leveza e muito menos falta de saber sobre o vivo em ti.
Sou filho do Caos e do incesto desse com a Noite. E meu império tendo os céus, a terra, o mar e os infernos de cada um como campos de meu domínio não encontra em tuas palavras algo que torne revogável meus mandos e ordens. E apesar de minha cegueira clara, advinda de minha Noite e meu Caos, decerto fazes pouco caso daquilo que escrevo em muitas tortuosas e mal traçadas linhas e reparos.
Por mais que propague tuas lamentações constantes, instaladas em muitas dessas vozes e gritos letrados humanos, te alerto que nada disso faz de mim flexível a seus ultrajes. Leia bem aquilo que por fim te dito, minhas Leis estão escritas em meu livro desde que tudo isso principiou em criação.
E para onde vou, independente do que ainda teimes em saber, tenho apenas isso a dizer: Não fuja de minhas determinações a favor de suas sortes.
De meu poder soberano
Sr. Destino.
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