Quero, quero é mais ser feliz a meu jeito. Ficar correndo, me estressando, me trancando e investindo afetivamente num bando vampírico? Ademais, progresso? Não! Não é por aí .
Que isso aqui tem lá seu pé na minha arte, eu posso desenhar motivos para que se perceba isso. 1/2 dúzia deles servem de início pra um posicionamento outro. Mas ao mesmo tempo alerto, que se começar essa de rotular, querer prender, chupinhar, intimidar, capturar: DANOU-SE, vai ficar no terreno perdido, porque é próprio dessa constituição aqui.
- Isso aqui, sendo arte, ocupacional, marginal, informal, subreptícea, menor, underground, e que porra de nome queiram rotular, traz a necessidade da produção. Por isso meu interesse. Porque de certo modo posso aqui fazer um a-parte as demais produções "artísticas" veiculadas e expostas em livros, revistas, pensamentos acadêmicos, museus, lojas, etc...
- Mais do que ironia, que é também uma estratégia para se usar na arte, faço arte porque tenho que fazer, faço arte porque tenho um que fazer, e pronto ponto.
- E talvez o que me dê força seja uma limitação da minha arte. Que é livre sendo limitada. Limitação se a comparo com Picasso, Dali, Monet, etc.
- E se faço porque tenho que fazer, e a força está na limitação daquilo que faço, talvez isso tenha mesmo haver com Arte, cuja própria força dela aí se encontra, porque com ela construo mundos, e assim percebo que mais do que denotação e referenciamentos, a minha quando a faço é, antes de mais nada, constitutiva singular.
- E sendo constitutiva, eu faço mesmo por sobrevivência , num mundo modal, numa moda atual, que pede a todos imagens trangressivas, vinculadas a biografias de quem faz e se possível rotulada a diagnósticos e sintomatologias...
- E por fim digo que ela, formada de imagens que construi, imagens próprias, tem sim uma camada de significação: ela explica a complexidade que é a vida, ao menos essa contituída aqui!
saudações
andré

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