Descobri que ele também faz parte dos processos, porque é isso meu povo, pra virar gente-pessoa humana a gente vai errar muito, mas põe muito nisso. Os erros estão presentes em todos os campos da atividade humana. E o mais interessante, repara aí em você, é que o medo te põe diretamente em contato com dois campos intensos do viver: o instinto de sobrevivência (que a gente tem desde os tempo que a gente era macaco com pelos) e o outro é o da solidão (um tema vasto mas que em resumo te convoca a pensar sobre algo fundante que é: qual a necessidade do outro em você? Outro dia a gente volta nesse assunto...)
Voltando ao papo do bloqueio criativo: a gente pode, nessa experiência, tornar nosso encontro com a possibilidade do erro, um super encontro com o VIVO na gente. E deixando de lado aquele pré-conceito de que errar é algo totalmente ruim. Sim, tô te propondo a fazer uma espécie de ELOGIO ao erro. Ousar destampar e trocar nossa pré-potência do "acertar sempre" por uma super-potência do ERRARE HUMANUN EST (Errar é humano!).
Te conto já uns segredos de como atravessei alguns bloqueios criativos. Antes queria te dizer que entrei ontem de férias por 15 dias, vou fazer a passagem pros 4.6 no sossego, botar as barbas e os pés de molho, e descansar o amplexo mente-corpo. E remexendo os CDs pra ouvir durante a viagem, só me vinha na cabeça o "A TÁBUA DE ESMERALDAS" do Jorge Ben Jor. Ouça o livro, leia o disco!😉 É minha dica bônus de aniversário, pra você festejar aí do outro lado da tela!!!
Leonardo Da Vinci, Paul Valery, uma galera surrealista, Julia Cameron, Nina Cast me ensinaram algo precioso, verdadeira esmeralda no processo dos bloqueios. A "técnica" chamada de escritas matinais tem um efeito desbloqueador. Todos os citados acima fizeram uso dessa atividade-exercício. Consiste em: assim que você acordar, antes de fazer qualquer outra coisa, pegar um caderninho e caneta (ou algo que valha para escrever) e transpor para o papel tudo que lhe vier pela cabeça, livremente. Sem necessidade de julgamento, de nexo, de sentido aparente, de retomada dos sonhos, sem narração linear de algo... é uma abertura a um certo campo humano de fluxo de "consciência-inconsciência", como uma espécie de escrita automática. 2 a 3 folhas por dia. Os primeiros 3 dias serão os mais difíceis, persevere. Aos poucos você verá aparecer o censorzinho em você. A princípio não releia os escritos, ouse ultrapassar 21 dias de escrita e verás o censor transformar-se em sensor (dispositivo que ajuda na detecção de forças e as auxiliam no auto-ajuste e transformação).
Então te convido a escrita. Apreender com seus elogiosos "erros" que se tornarão preciosidades no processo humano-demasiado-humano de ocupação do si mesmo.
Bom dia, maquin@dos!
e parabéns pra mim!
André (miolo) Nunes
vou te dizer que ao longo dos anos apreendi três coisas sobre isso.

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